Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas
edição 2014
Estão abertas as inscrições da 6ª edição do Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas
Resultado de parceria entre a Secretaria Nacional sobre Drogas/SENAD/MJ, a Secretaria de Educação
Básica/SEB/MEC e a Universidade de Brasília/PRODEQUI/PCL/IP/UnB.
Período de realização do curso
março /2014 a outubro/2014.
Objetivo do curso:
formação de educadores de escolas públicas para elaboração e implementação coletiva de um projeto de ações preventivas para a escola, contribuindo para o fortalecimento da comunidade escolar na promoção da saúde com
ênfase na prevenção do uso de drogas.
Metodologia:
Curso a distância, oferecido por meio da plataforma Moodle,iniciado com a ambientação e desenvolvido em cinco módulos. O acompanhamento tutorial é realizado em todo período do curso (de março /2014 a outubro/2014).
Material pedagógico:
cada cursista receberá um kit individual de material pedagógico,composto de livro- texto e DVD.
Condições pedagógicas exigidas pelo curso:
ter acesso à internet, disponibilidade semanal para estudo e realização das atividades exigidas pelo curso, com
apoio institucional para a realização do projeto de prevenção do uso de drogas na escola.
Requisitos obrigatórios para a inscrição
1) ser educador de escola pública, em exercício em unidade de ensino;
2) realizar inscrição online no período determinado (11 de novembro de 2013 a 16 de fevereiro de 2014);
3) atuar em escola dos estados para os quais a oferta do curso é feita pelaUniversidade de Brasília. Entre eles estão:
3.1. Espírito Santo
3.2. São Paulo
3.3. Acre
3.4. Amazonas
3.5. Amapá
3.6. Pará
3.7. Roraima
3.8. Rondônia
3.9. Tocantins
3.10. Bahia
3.11. Sergipe
3.12. Distrito Federal
Critérios de classificação
As 50 mil vagas serão preferencialmente preenchidas obedecendo aos seguintes critérios de prioridade:
1) escolas das Unidades Federativas pactuadas no Plano “CRACK, é possível vencer!”;
2) grupos de no mínimo 5 e no máximo 10 educadores-cursistas por escola;
3) escolas que tenham inscrito membros da gestão administrativa e/ou pedagógica(direção, coordenação pedagógica,orientação educacional, administração escolar,supervisão escolar, entre outros);
4) educadores que atuem com estudantes de Ensino Fundamental ou Ensino Médio;
5) escolas inseridas em Programas do MEC, tais como: PSE (Programa Saúde na Escola); SPE (Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas); Programa Mais Educação;Programa, Educação Integral; Programa Ensino Médio Inovador; Programa Escola Aberta e outros.
Cronograma:
Período de inscrição: 11 de novembro de 2013 a 16 de fevereiro de 2014.
Divulgação da lista de selecionados (data provável): fevereiro de 2014.
Informações e dúvidas:
PRODEQUI-Universidade de Brasília
Os telefones de contato para dúvidas sobre o processo de inscrição dos cursistas são:
(61) 3107-8912 ou (61) 3107-8913 ou acesse: <educadores.senad.gov.br>
Segue link para a inscrição.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
Respostas das atividades -Orações Subordinadas Substantivas
1.Leia esta tira de Dik Browne:
9. Divida e Classifique as orações substantivas dos períodos abaixo:
a) Fizeram a seguinte advertência: que o trabalho fosso secreto.
Fizeram a seguinte advertência- Orção principal
que o trabalho fosso secreto. Oração subordinada apositiva
b) É possível que as provas sejam anuladas.
É possível- oração principal
que as provas sejam anuladas- oração subordinada substantiva
c) A boa notícia do dia seria que descobrissem a cura da AIDS.
A boa notícia do dia seria- oração principal
que descobrissem a cura da AIDS - oração subordinada predicativa
d) Alguém lhe perguntou de onde vinha.
Alguém lhe perguntou- oração principal
de onde vinha- oração subordinada objetiva direta
e) Ninguém soube se morrera de desgosto.
Ninguém soube - oração principal
se morrera de desgosto- oração subordinada objetiva direta
f) Inteirei-me de que ela havia mentido.
Inteirei-me- oração principal
de que ela havia mentido- oração subordinada substantiva obetiva indireta
10. (F. Objetivo-SP) No período: "É necessário que todos se esforcem", a oração destacada é:
a) substantiva objetiva direta b) substantiva objetiva indireta
c) substantiva completiva nominal d) substantiva subjetiva e) substantiva predicativa
11. (F. Objetivo-SP) "A verdade é que a gente não sabia nada..." Classifica-se a segunda oração como:
a) subordinada substantiva objetiva direta b) subordinada adverbial conformativa
c) subordinada substantiva objetiva indireta d) subordinada substantiva predicativa
e) subordinada substantiva apositiva
2. Você já sabe que a cada verbo ou locução
verbal corresponde uma oração. Observe o balão de Hagar no 1º quadrinho
:
a) Quantas orações têm o
período? o período tem duas orações.
b) A primeira oração liga-se à
segunda por meio da conjunção que. Esse período é composto por
coordenação ou por subordinação? Período composto por subordinação
3. Examine a locução fui
dizer quanto à predicação.
a) Como ela se classifica? Predicado verbal
b) Qual é o seu objeto
indireto, ou seja, a quem Hagar disse algo? Ao vizinho
c) Qual é o objeto direto, ou
seja, o que Hagar foi dizer ao vizinho?
Hagar foi dizer ao vizinho que os latidos dos cães dele os estavam incomodando.
4. Faça de acordo com o modelo: Teu estudo é importante. È importante que estudes.
a) O nosso trabalho é
necessário -É necessário que trabalhes.
b) Exige-se tua participação. Exige-se que você participe ou Exige-se que participes
c) Está decidida a festa.Está decidido que haverá festa
d) Convém a tua vinda - Convém que você venha
e)
Está clara a sua participação nos acontecimentos- Está claro que você participa dos acontecimentos
5.Observe e recorde: Verbo
transitivo direto → objeto direto
Verbo
transitivo indireto + preposição: → Objeto indireto
Substantivo,
adjetivo ou advérbio + preposição: complemento nominal
Agora coloque A para
objeto direto , B para objeto indireto e C para complemento nominal.
1.( OI ) Penso muito em você. 2.( CN ) Minha casa é longe da escola.
3..( CN ) Tenho medo de assombração. 4 ( OI ) Disse a ela que voltasse logo.
5.( OD ) Gastei todo o meu salário. 6 ( CN ) Nós tínhamos receio de uma
catástrofe
7.( CN ) Ela tem preferência por música
clássica. 8. ( OI ) Será que veremos o cometa?
9.( OD ) O menino leu a notícia admirado. 10 ( OI ) Todos precisam de alguém.
11. ( CN ) O rapaz está temeroso pela situação
atual. 12 ( OI ) Eles gostam de futebol.
6. Verifique se a oração
destacada é: (A) objetiva direta ( C) objetiva indireta (B) completiva nominal (D ) subjetiva
( A ) Os pais desejam que os filhos sejam
felizes.
( B ) Tenho conhecimento de que tu
voltarás amanhã.
( D )
Parece que o resultado não os deixou tristes.
( C )
Eu não me esqueço de que deverei resolver tudo amanhã.
( A ) Meu amigo mandou saber se você
gosta dele, Maria.
( D ) É conveniente que seja assim.
( A ) Se ele confessou, não sei.
7. Classifique a oração
destacada: ( A) principal, (B) subordinada substantiva predicativa, ou
subordinada substantiva apositiva (C).
( C ) Tínhamos uma esperança: que dias
melhores viriam.
( C ) O correto seria o seguinte: que todos
colaborassem.
( B ) A maior tristeza da criançada foi que
o palhaço não veio.
( A ) Deu-nos este conselho:
que cobrássemos mais.
8.Observe e recorde: A oração
subordinada introduzida por preposição + conjunção pode ser:
→ objetiva indireta: completa o
verbo transitivo indireto da oração principal.
→ completiva nominal: completa
um nome da oração principal.
8.1. Agora, classifique as
orações subordinadas substantivas em (OI) objetiva indireta, (CN) completiva
nominal, (PR) predicativa ou (AP) apositiva.
( OI ) Convenceu-se de que era mentira. ( CN ) Minha esperança era que ele voltasse.
( AP ) Coloco esta condição: não me perturbem ( OI ) Insisto em que me auxilies.
( CN ) Todos estavam receosos de que ele
se machucasse.( PR ) O fato é que ele não se esforça.
9. Divida e Classifique as orações substantivas dos períodos abaixo:
a) Fizeram a seguinte advertência: que o trabalho fosso secreto.
Fizeram a seguinte advertência- Orção principal
que o trabalho fosso secreto. Oração subordinada apositiva
b) É possível que as provas sejam anuladas.
É possível- oração principal
que as provas sejam anuladas- oração subordinada substantiva
c) A boa notícia do dia seria que descobrissem a cura da AIDS.
A boa notícia do dia seria- oração principal
que descobrissem a cura da AIDS - oração subordinada predicativa
d) Alguém lhe perguntou de onde vinha.
Alguém lhe perguntou- oração principal
de onde vinha- oração subordinada objetiva direta
e) Ninguém soube se morrera de desgosto.
Ninguém soube - oração principal
se morrera de desgosto- oração subordinada objetiva direta
f) Inteirei-me de que ela havia mentido.
Inteirei-me- oração principal
de que ela havia mentido- oração subordinada substantiva obetiva indireta
10. (F. Objetivo-SP) No período: "É necessário que todos se esforcem", a oração destacada é:
a) substantiva objetiva direta b) substantiva objetiva indireta
c) substantiva completiva nominal d) substantiva subjetiva e) substantiva predicativa
11. (F. Objetivo-SP) "A verdade é que a gente não sabia nada..." Classifica-se a segunda oração como:
a) subordinada substantiva objetiva direta b) subordinada adverbial conformativa
c) subordinada substantiva objetiva indireta d) subordinada substantiva predicativa
e) subordinada substantiva apositiva
domingo, 17 de novembro de 2013
Resenha do filme "Mãos talentosas - A história de Ben Carson"
Dirigido por Thomas Carter e produzido pela Sony Pictures,
Mãos talentosas – A história de Ben Carson conta a trajetória de Benjamin
Carson, diretor do departamento de Neurocirurgia Pediátrica do hospital Johns
Hopkins.
O filme mostra dois momentos: Ben já adulto com a dúvida se faria uma
cirurgia nunca antes feita, a de separar gêmeos siameses unidos pela cabeça; e
Ben criança, quando de fato é contada a história dele até sua decisão de fazer
a cirurgia.

Menino pobre, negro, filho de mãe separada e analfabeta, Ben era um aluno
com baixíssimo rendimento, que sofria preconceito por parte de seus colegas e
que se achava completamente incapaz de ser e conseguir algo na vida,
entretanto, sua mãe, maior incentivadora do futuro neurocirurgião, faz de tudo
para que ele acredite em seu potencial e é quando ela se depara com a
biblioteca de seu patrão, que percebe o que poderia ajudá-lo a mudar seu
futuro.
Assim, o menino é obrigado pela mãe a ir para biblioteca ler dois livros
por semana, o que o faz descobrir a Literatura, pois a partir daí ele passa a
ser um leitor assíduo dos livros. Logo o desenvolvimento de Ben melhora
significativamente na escola seguindo para sua entrada em Yale, uma
universidade de prestígio nos EUA até ele chegar ao Hospital Antony Hopkins,
onde ele passa, anos mais tarde, a ser considerado um dos melhores
neurocirurgiões do mundo.
Logo, podemos perceber como a Literatura é capaz de fazer transformações.
Ela faz com que Bem transforme seu futuro e sua imagem sobre si mesmo, fazendo
com que aquele menino que se achava “burro” e incapaz, se transformasse em um
neurocirurgião reconhecido por seus trabalhos pioneiros.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Mafalda, a sinceridade em forma de tirinha!
Mafalda foi
uma tira escrita e desenhada pelo cartunista argentino Quino. As histórias,
apresentando uma menina (Mafalda) preocupada com a Humanidade e a paz mundial
que se rebela com o estado atual do mundo, apareceram de 1964 a 1973, usufruindo de
uma altíssima popularidade na América Latina e Europa
Personagens
·
Mafalda: A personagem principal,
uma menina de seis anos de idade, que odeia sopa e adora os Beatles e o desenho
Pica-Pau. Ela se comporta como uma típica menina na sua idade, mas tem uma
visão aguda da vida e vive questionando o mundo à sua volta, principalmente o
contexto dos anos 60 em que se encontra. Tem uma visão mais humanista e aguçada
do mundo em comparação com os outros personagens.
·
Papá: O pai trabalha em uma
companhia de seguros, adora cultivar plantas em seu apartamento e entra em
crise quando repara na sua idade.
·
Mamã: Típica dona de casa, não
completou os estudos (por isso é vista como medíocre pela Mafalda), entra em
conflitos com a filha quando prepara sopas e macarrão.
·
Filipe (Felipe): Um sonhador que
odeia a escola, mas que freqüentemente trava intensas batalhas com sua
consciência e seu senso nato da responsabilidade. Foi inspirado pelo jornalista
Jorge Timossi, um amigo de Quino.
·
Manolito (Manuel Goreiro
"Manelito"): O filho de um comerciante, mais preocupado com os
negócios e dinheiro do que com outra coisa, não gosta dos Beatles e é um
estudante que tira notas baixas (menos em matemática, por causa das contas que
aprende no mercado do pai). Representa o conservadorismo capitalista na obra,
apenas pensando no lucro do armazém de seu pai. Também adora inflações dos
preços, pois assim acha que está lucrando.
·
Susanita (Susana Beatriz
Clotilde Chirusi): Uma menina fútil. Seu único objetivo na vida é encontrar um
marido rico e de boa aparência quando crescer e ter uma quantidade de filhos
acima da média. É uma grande fofoqueira e egoísta, e sempre encontra um jeito
de falar sobre o vizinho do irmão da cunhada de alguém.
·
Guille "Gui"
(Guillermo, "Guilherme"): O irmão caçula da Mafalda, esperto para sua
idade, é retratado como uma criança que começa a perceber o mundo.
·
Miguel "Miguelito"
Pitti: Amigo de Mafalda, um pouco mais jovem do que os outros. Filho único, com
um personalidade única, mas com um coração enorme. Miguelito tem dificuldade de
compreender o que Mafalda pensa, sempre entendendo os conselhos de sua amiga de
maneira literal. Além disso é um personagem egocêntrico, que parece achar que o
mundo gira à sua volta.
·
Liberdade (Libertad): Uma
minúscula menina. Todos fazem o comentário óbvio sobre seu nome. Gosta das
coisas simples da vida e seus pais são jovens idealistas, a mãe é tradutora, o
pai trabalha em um "empreguinho", por isso moram em um pequeno apartamento.
·
Burocracia: É a tartaruguinha
dada por seu pai a Mafalda e Guile. Foi batizada por Mafalda por ser tão
vagarosa, só aparece a partir do livro "as férias da Mafalda".

Jeca Tatu
Jeca Tatu é uma das figuras geradas pelo escritor Monteiro Lobato, muito conhecido por suas
histórias infanto-juvenis, as quais giram em torno dos famosos personagens do Sítio do Picapau Amarelo. Algumas de suas
obras, porém, são de cunho social, de natureza crítica e denunciam questões
como o contexto arcaico do universo rural e o descaso com doenças como o amarelão,
então sério problema de saúde pública.
Este modelo do caipira não idealizado
está presente no livro Urupês, da saga criada
por Lobato para os adultos. Ele revela, em um painel composto por 14
narrativas, a real situação do trabalhador campestre de São Paulo, visão nada
agradável para as autoridades políticas da época e também para a classe dos
intelectuais.
Isto porque Jeca é a imagem do ser
legado ao abandono pelo Estado, à mercê de enfermidades típicas dos países
atrasados, da miséria e do atraso econômico. Condição nada romântica e utópica,
como muitos escritores pretendiam moldar o caboclo brasileiro, nesta mesma
época.
A imagem de Jeca Tatu foi utilizada
inclusive como instrumento em operações de esclarecimento sobre a importância
do saneamento público e a urgência em erradicar doenças como o amarelão, que
matava tantas pessoas nos anos 20. Como afirmava Lobato, “Jeca Tatu não é assim, ele está assim”,
vitimado pelo desprezo de um governo nada preocupado com esta camada social.
Jeca era um caipira de aparência
desleixada, com a barba pouco densa, calcanhares sempre desnudos, portanto
rachados, pois ele detestava calçar sapatos. Miserável, detinha somente algumas
plantações de pouca monta, apenas para sua sobrevivência. Perto de sua
habitação havia um pequeno riacho, no qual ele podia pescar. Sem cultura, ele
não cultivava de forma alguma os necessários hábitos de higiene.
Residente no Vale do Paraíba, em São
Paulo, região muito arcaica, era visto pelas pessoas como preguiçoso e
alcoólatra. A questão da saúde transparece no enredo quando um médico, ao
cruzar o seu caminho, passa diante de sua tosca residência e se assusta com
tanta pobreza. Notando sua coloração amarela e a intensa magreza, decide
examinar o caboclo.
O paciente se queixa de muita fadiga e
dores corporais. O doutor então diagnostica a presença de uma enfermidade
tecnicamente conhecida como ancilostomose, o famoso amarelão. Ele orienta Jeca
a usar sapatos e a tomar os remédios necessários, pois os vermes que provocam
este distúrbio orgânico introduzem-se no corpo através da pele dos pés e das
pernas.
A vida de Jeca muda radicalmente. Ele
se cura, volta a trabalhar, reduz a bebida, sua pequena plantação prospera e o
trabalhador se torna um homem honrado pelas outras pessoas. A família Tatu
agora só anda calçada e, portanto, saudável. É assim que Monteiro Lobato
denuncia a precária situação do trabalhador rural; ele revela que medidas
simples poderiam transformar este cenário sombrio. Este personagem se torna o
símbolo do brasileiro que vive no campo.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeca_Tatu
http://www.ibb.unesp.br/departamentos/Educacao/Trabalhos/obichoquemedeu/ancilostomose_jeca_tatu.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeca_Tatu
http://www.ibb.unesp.br/departamentos/Educacao/Trabalhos/obichoquemedeu/ancilostomose_jeca_tatu.htm
Espionagem abre discussão sobre preparo do Brasil para uma guerra cibernética
Governo define segurança virtual como prioridade na Estratégia Nacional
de Defesa, mas estrutura ainda é embrionária.
BBC Brasil
"Dilma Rousseff"
Alvo de espionagem estrangeira, a presidente Dilma
Rousseff disse em um discurso na ONU que 'o Brasil sabe proteger-se' de ameaças
vindas pela rede. O sistema de defesa cibernética do país, no entanto, ainda dá
os primeiros passos e está longe de garantir segurança contra ataques, apesar
de o tema já figurar como prioridade na Estratégia Nacional de Defesa.
Entre as medidas discutidas pelo governo, estão a
criação de uma agência nacional de segurança cibernética, a instalação de uma
escola nacional para o setor e a implementação de ações integradas entre os
muitos órgãos envolvidos na proteção da rede de computadores brasileira.
De acordo com o general José Carlos dos Santos,
chefe do Centro de Defesa Cibernética do Exército brasileiro (CDCiber), um dos
dois principais órgãos responsáveis por garantir a segurança das redes no país,
o país precisa se preparar para a possibilidade de uma 'guerra em rede'.
Fragilidade
A fragilidade do sistema de segurança cibernético
brasileiro foi escancarada em meio ao escândalo envolvendo o vazamento
promovido por Edward Snowden, ex-colaborador da Agência Nacional de Segurança
dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês). Documentos mostraram que a
presidente foi alvo de espionagem, assim como o Ministério das Minas e Energia
a a gigante Petrobras, com suspeitas de espionagem comercial nesse último caso.
Especialistas ouvidos pela BBC Brasil reforçam que
'nenhum país está 100% protegido' da ação de hackers, sejam eles ativistas,
integrantes de grupos criminosos ou funcionários de agências de inteligência de
outros países.
Todos também destacaram que o Brasil está dando
passos importantes na construção de um sistema de defesa e segurança
cibernética, embora esteja em um estado ainda inicial. Nenhum deles se disse
surpreso pelos casos de espionagem revelados por Snowden.
A espionagem em si é sobretudo resultado de uma vulnerabilidade
do sistema de segurança cibernética (que inclui a proteção de dados de
instituições governamentais, privadas e de cidadãos em geral).
Há também o conceito de defesa cibernética, nos
moldes militares. Redes de órgãos públicos e de empresas estratégicas podem ser
vítimas - agora e, principalmente, no futuro - de ataques que se assemelham aos
de uma campanha de guerra.
A fronteira entre segurança e defesa pode ser
tênue. E as batalhas não são convencionais - travada na rede mundial de
computadores, essa guerra silenciosa pode ter caráter destrutivo, mas os que
estão no front geralmente não vestem o uniforme de um país, embora estejam a
serviço de interesses de Estados nacionais.
Estratégia de guerra
Em 2008, a Estratégia Nacional de Defesa recomendou
o 'fortalecimento de três setores de importância estratégica: o espacial, o
cibernético e o nuclear'.
Boa parte desta responsabilidade recai sobre o
general José Carlos dos Santos, chefe do CDCiber, um dos dois principais órgãos
responsáveis por garantir a segurança das redes no país.
'Baseados nas lições recentes, estamos plenamente
conscientes de que isso é possível, uma guerra em rede', disse o general, em
entrevista à BBC Brasil.
Entre as 'lições' mencionadas pelo general estão os
ataques virtuais a sites do governo, de bancos e jornais da Ucrânia, em 2007.
Outro caso similar ocorreu durante a invasão russa à Geórgia, quando a
ex-república soviética sofreu um 'apagão' virtual. Nos dois episódios, pesaram
suspeitas sobre Moscou.
Outro caso emblemático foi o ataque às instalações
nucleares de Natanz, no Irã. O vírus autorreplicante Stuxnet destruiu várias
centrífugas, retardando o programa nuclear do país, segundo a narrativa de
especialistas da área. Israel foi apontado como provável responsável pelo
ataque.
BBC Brasil
"Edward Snowden"
'Temos quee estar preparados para essas
eventualidades', diz o general. Ele conta que as academias militares já
incluíram programas de tecnologia e segurança da informação em seus
currículos.Em 2009, segundo o general, o ministério da Defesa teve aprovado um
orçamento de R$ 400 milhões a ser executado em quatro anos, apenas com a
segurança e defesa cibernética. Já as verbas destinadas a operações especiais
durante a Copa do Mundo são de R$ 40 milhões.
Vulnerabilidades
Para o professor Adriano Cansian, da Universidade
Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto, o principal desafio do
Brasil é se proteger contra os chamados 'ataques de negativa de serviço'.
Tais ataques ocorrem quando sistemas são
bombardeados com falsos acessos, que acabam congestionando e derrubando sites.
Foi o que ocorreu em 2011, quando o site da
Presidência e de vários ministérios e órgãos da administração federal foram
alvo de ataques ao longo de vários dias. O braço brasileiro do movimento de
hackers LulzSec assumiu a ofensiva que, segundo o grupo, tinha a intenção de
mostrar a vulnerabilidade do sistema.
Cansiam diz que as redes de determinados órgãos
podem requerer atenção especial por serem estratégias em caso de guerra
virtual.
'Considero a infraestrutura física mesmo. Em caso
de conflito, emissoras de TV, rádio, centrais elétricas, ramificações de fibra
ótica e data center de grandes empresas precisam ser protegidas', argumenta,
apontando para alvos que também ficariam na linha de ataque em caso de guerras
convencionais.
O pesquisador, que é consultor de segurança
cibernética de órgãos governamentais, diz no entanto que 'o maior problema é
perder a conectividade da rede, por negativa de serviço'.
'Como criamos dependência muito grande da rede,
seja no comércio, no setor de serviços e entretenimento, se um ataque se
prolongar, as consequências podem ser danosas. Imagina se por causa de um
ataque a China ficar impossibilitada de fazer comércio com o mundo durante 20
dias... Isso vai ser sentido em todo lado', diz.
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1) Assinale o erro de regência verbal. a) Ele assistia com carinho os enfermos daquele hospital. b) Não quero assistir esse espetáculo....
-
HABILIDADE PRIORIZADA PELA BNCC (EF02LP12 ) ler e compreender com certa autonomia cantigas, letras de canção, considerando a situação com...
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1) Assinale o erro de regência verbal. a) Ele assistia com carinho os enfermos daquele hospital. b) Não quero assistir esse espetáculo....
