sexta-feira, 14 de abril de 2017

Música - Palavras Ao Vento de Cássia Eller

Palavras Ao Vento
  
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar
Que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras,
Momentos...

Palavras, palavras
Palavras, palavras ao vento

Música - Palavras

Palavras
                                                                    Titãs
  
Palavras não são más
Palavras não são quentes
Palavras são iguais
Sendo diferentes
Palavras não são frias
Palavras não são boas
Os números pra os dias
E os nomes pra as pessoas
Palavra eu preciso
Preciso com urgência
Palavras que se usem
em caso de emergência
Dizer o que se sente
Cumprir uma sentença
Palavras que se diz
Se diz e não se pensa
Palavras não têm cor
Palavras não têm culpa
Palavras de amor
Pra pedir desculpas
Palavras doentias
Páginas rasgadas
Palavras não se curam
Certas ou erradas
Palavras são sombras
As sombras viram jogos
Palavras pra brincar
Brinquedos quebram logo
Palavras pra esquecer
Versos que repito
Palavras pra dizer
De novo o que foi dito
Todos os livros fechados
Tudo com todas as letras
Nada de novo debaixo do sol

Composição: Marcelo Fromer / Sérgio Britto 



sábado, 8 de abril de 2017

Palavras Mágicas













Depois posto vídeos das músicas

Biografia de Clarice Lispector

Clarice Lispector

Escritora e jornalista brasileira
Clarice Lispector
Clarice Lispector, (1920-1977) foi uma escritora e jornalista brasileira, de origem judia, foi reconhecida como uma das mais importantes escritoras do século XX. "A Hora da Estrela" foi seu último romance, publicado em vida.
Clarice Lispector (1920-1977) nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro de 1920. Filha de família de origem judaica, seu pai Pinkouss e sua mãe Mania Lispector emigraram para o Brasil em março de 1922, para a cidade de Maceió, Alagoas, onde morava Zaina, irmã de sua mãe. Nascida Haia Pinkhasovna Lispector, por iniciativa do seu pai todos mudam de nome e Haia passa a se chamar Clarice.
Em 1925 muda-se com a família para a cidade do Recife onde Clarice passa sua infância no Bairro da Boa Vista. Aprendeu a ler e escrever muito nova. Estudou inglês e francês e cresceu ouvindo o idioma dos seus pais o iídiche. Com 9 anos fica órfã de mãe. Em 1931 ingressa no Ginásio Pernambucano, o melhor colégio público da cidade.
Em 1937 muda-se com a família para o Rio de Janeiro, indo morar no Bairro da Tijuca. Ingressa no Colégio Sílvio Leite, onde era frequentadora assídua da biblioteca. Ingressa no curso de Direito. Com 19 anos publica seu primeiro conto "Triunfo" no semanário Pan. Em 1943 forma-se em Direito e casa-se com o amigo de turma Maury Gurgel Valente. Nesse mesmo ano estreou na literatura com o romance "Perto do Coração Selvagem", que retrata uma visão interiorizada do mundo da adolescência, e teve calorosa acolhida da crítica, recebendo o Prêmio Graça Aranha.
Clarice Lispector acompanha seu marido em viagens, na carreira de Diplomata do Ministério das Relações Exteriores. Em sua primeira viagem para Nápoles, Clarice trabalha como voluntária de assistente de enfermagem no hospital da Força Expedicionária Brasileira. Também morou na Inglaterra, Estados Unidos e Suíça, sempre acompanhando seu marido.
Em 1949, nasce na Suíça seu primeiro filho, Pedro, e em 1953 nasce nos Estados Unidos o segundo filho, Paulo. Em 1959, Clarice se separa do marido e retorna ao Rio de Janeiro, com os filhos. Logo começa a trabalhar no Jornal Correio da Manhã, assumindo a coluna Correio Feminino. Em 1960 trabalha no Diário da Noite com a coluna Só Para Mulheres, e lança "Laços de Família", livro de contos, que recebe o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. Em 1961 publica "A Maçã no Escuro" pelo qual recebe o prêmio de melhor livro do ano em 1962.
Clarice Lispector sofre várias queimaduras no corpo e na mão direita, quando dorme com um cigarro aceso, em 1966. Passa por várias cirurgias e vive isolada, sempre escrevendo. No ano seguinte publica crônicas no Jornal do Brasil e lança "O Mistério do Coelho Pensante". Passa a integrar o Conselho Consultivo do Instituto Nacional do Livro. Em 1969, já tinha perto de doze volumes publicados. Recebeu o prêmio do X Concurso Literário Nacional de Brasília.
A melhor prosa da autora se mostra nos contos de "Laços de Família" (1960) e de "A Legião Estrangeira" (1964). Em obras como "A Maçã no Escuro" (1961), "A Paixão Segundo G.H." (1961) e "Água-Viva" (1973), os personagens, alienados e em busca de um sentido para a vida, adquirem gradualmente consciência de si mesmos e aceitam seu lugar num universo arbitrário e eterno.
Clarice Lispector, escreveu "Hora da Estrela" em 1977, onde conta a história de Macabéa, moça do interior em busca de sobreviver na cidade grande. A versão cinematográfica desse romance, dirigida por Suzana Amaral em 1985, conquistou os maiores prêmios do festival de cinema de Brasília e deu à atriz Marcélia Cartaxo, que fez o papel principal, o troféu Urso de Prata em Berlim em 1986.
Clarice Lispector morreu no Rio de Janeiro, no dia 9 de dezembro de 1977. Seu corpo foi sepultado no cemitério Israelita do Caju.

Obras de Clarice Lispector

Perto do Coração Selvagem, romance, 1944
O Lustre, romance, 1946
A Cidade Sitiada, romance, 1949
Alguns Contos, conto, 1952
Laços de Família, conto, 1960
A Maçã no Escuro, romance, 1961
A Paixão Segundo G.H., romance, 1961
A Legião Estrangeira, conto, 1964
O Mistério do Coelho Pensante, literatura infantil, 1967
A Mulher Que Matou os Peixes, literatura infantil, 1969
Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres, romance, 1969
Felicidade de Clandestina, conto, 1971
Água Viva, romance, 1973
Imitação da Rosa, conto, 1973
A Via Crucis do Corpo, conto, 1974
A Vida Íntima de Laura, literatura infantil, 1974
A Hora da Estrela, romance, 1977

Fonte:https://www.ebiografia.com/clarice_lispector/ acesso em 08/04/2017.

Texto poético "TUDO É O OLHAR"

"TUDO É O OLHAR"

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Não te amo mais
Estarei mentindo, dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto
dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...


Sugestões para trabalhar o gênero



# Trabalhar o título-  colar ou escrever no quadro o título do poema e solicitar que emitam juizo de valor;
# Recortar os versos e solicitar que os alunos montem o poema segundo a visão deles.
Obs: Observar se os alunos percebem que o poema  pode ser montado tanto de cima para baixo e vice-versa;

#Trabalhar versos e estrofes;

# Ilustrar o poema.



Os Heróis do Nosso Cotidiano: Os Verdadeiros Heróis Brasileiros

                                        Meu Herói

Hoje, eu vi, da minha varanda, uma cena que mexeu comigo: era um homem puxando uma carroça que, por sua vez, puxava um cavalo. A carroça estava lotada de quinquilharias que ele recolhia nos lixos dos condomínios, desde poltronas a louças rachadas, roupas velhas a cascos de garrafas, enfim, tudo o que era lixo para alguns, para ele, era mercadoria, era um bem utilizável e/ou vendável para ele. Mas o que mexeu comigo foi a inversão: era ele quem puxava a carroça e o cavalo.

Quando vi que ele estava entrando no meu condomínio, não aguentei... Peguei uns trecos aqui de casa e fui levar para ele.
Queria uma desculpa para falar com aquele homem. Só não sabia o que eu queria dizer, só sabia que precisava. Juntei coragem. Cumprimentei- o. Perguntei para ele se queria aquelas panelas velhas. Ele agradeceu com um sorriso. Era um sorriso doente. De poucos dentes. Aproveitei a oportunidade e engatei uma conversa despretensiosa, perguntando se ele revendia aquelas coisas, se quando eu precisasse de um carreto ou de me desfazer de algo podia procurar por ele, onde, como... Até que, não aguentando mais, eu perguntei realmente o que queria saber, o que tanto me incomodava:

- Por que o senhor está puxando a carroça e não o seu cavalo?

E ele me respondeu com a singeleza de um anjo - eu passei a crer que os anjos devam ser pessoas assim, como esse homem.

- É porque ele está cansado. Andou até o cavalo e ainda fez um carinho nele, sorrindo. Tão simples. Tão puro. Tão honesto. Não consegui continuar. Eu me despedi dele com um aperto de mão. Ele ficou um misto de surpreso, assustado, sei lá, pois talvez há algum tempo ninguém estendesse a mão para ele. Subi correndo para ele não ver meus olhos cheios de lágrimas. E eu chorei. Chorei como criança.

 Depois, fiquei pensando como a vida, as respostas, as atitudes podem ser simples, podem ser honestas, podem ser descomplicadas, se a gente se livrar dos ranços do "não pode", "isso não é certo", "a ordem das coisas não está correta", ou, o pior de todos: "eu quero assim!"...
Esse cara, esse homem sem nome, virou um dos meus heróis.




terça-feira, 4 de abril de 2017

Sequência de atividades em quadrinhos





Sugestões sobre como variar os textos:
  •  Alunos devem criar um novo título para a história;
  • Recortar os quadrinhos e pedir que os alunos, em grupo, montem a história, observando a sequência ;
  • colar depois no caderno ou na folha de ofício. Caso haja diferenças nas colagens dos grupos, pedir que expliquem como pensaram a história;
  • Responder a interpretação;
  • Criar um novo final para a mesma..




Sugestão atividades sobre heróis anônimos

                                                              Atividades


1.  No dia a dia, há muitos heróis anônimos, que convivem conosco e fazem sacrifícios sobre-humanos   para viver a vida com dignidade. Que qualidades   você acha indispensáveis em um indivíduo para que ele seja considerado um herói do cotidiano?
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2. Pense em uma pessoa que você considera um herói do cotidiano: seu pai, sua mãe, seu avô ou avó, um tio, um amigo, um vizinho. Lembre-se das características físicas e psicológicas dessa pessoa e de como ela enfrenta os obstáculos que o dia a dia  impõe. Narre um episódio marcante que tenha tido a participação dessa pessoa ou que demonstre por que você a considera um herói.
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3, Crie um texto intitulado “O herói que eu quero ser”. Invente um personagem, homem ou mulher que seja um super-herói. Pense em sua origem, seus poderes, roupas, nomes, se tens companheiros, etc. Depois imagine esse super-herói vivendo uma aventura nos dias de hoje. Qual obstáculo terá que vencer? Que vilão tem que enfrentar? Que poderes utilizará para alcançar seu objetivo? Que fim terá o vilão?

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Recadinhos

Mais uma sugestão legal para colar no caderno do aluno, com recadinhos divertidos e incentivadores.

Fonte Desconhecida



Palavras de incentivo




Muito legal esse material para ser impresso- melhor com papel adesivo- e ser colado nos cadernos ou atividades dos alunos, principalmente para quem trabalha com Ensino Fundamental I.


Fonte: Desconhecida




Os Heróis do Nosso Cotidiano



Os Heróis do Nosso Cotidiano: Os Verdadeiros Heróis Brasileiros

  
Sábado chegou. Com ele vieram muitas lembranças, boas e outras nem tanto assim. Ontem, pela manhã, estava dentro de um ônibus, quando vi uma cena que me deixou bastante comovido e que me fez refletir sobre os valores da vida e algumas exigências e discriminações que muitas pessoas ainda fazem.


Com o chão ainda molhado das chuvas que tem castigado duramente a cidade nestes últimos dias, um senhor bem idoso andava com muita dificuldade pelas ruas esburacadas puxando as rédeas de um jumento e de uma velha carroça carregada de bugigangas, sem que fosse notado pelas pessoas que passavam rapidamente ao seu lado.

Estou postando abaixo um texto feito por uma professora universitária carioca que, de forma expressiva e bem delicada, conseguiu traduzir por meio de sua emoção a inversão atual dos apegos e interesses atuais da sociedade em cena bem semelhante ocorrida no Rio de Janeiro. Para nossa leitura e profunda reflexão acerca dos verdadeiros heróis brasileiros.

                                                  Meus Heróis

Hoje, eu vi, da minha varanda, uma cena que mexeu comigo: era um homem puxando uma carroça que, por sua vez, puxava um cavalo. A carroça estava lotada de quinquilharias que ele recolhia nos lixos dos condomínios, desde poltronas a louças rachadas, roupas velhas a cascos de garrafas, enfim, tudo o que era lixo para alguns, para ele, era mercadoria, era um bem utilizável e/ou vendável para ele. Mas o que mexeu comigo foi a inversão: era ele quem puxava a carroça e o cavalo.
Quando vi que ele estava entrando no meu condomínio, não aguentei... Peguei uns trecos aqui de casa e fui levar para ele.
Queria uma desculpa para falar com aquele homem. Só não sabia o que eu queria dizer, só sabia que precisava. Juntei coragem. Cumprimentei- o. Perguntei para ele se queria aquelas panelas velhas. Ele agradeceu com um sorriso. Era um sorriso doente. De poucos dentes. Aproveitei a oportunidade e engatei uma conversa despretensiosa, perguntando se ele revendia aquelas coisas, se quando eu precisasse de um carreto ou de me desfazer de algo podia procurar por ele, onde, como... Até que, não aguentando mais, eu perguntei realmente o que queria saber, o que tanto me incomodava:

- Por que o senhor está puxando a carroça e não o seu cavalo?

E ele me respondeu com a singeleza de um anjo - eu passei a crer que os anjos devam ser pessoas assim, como esse homem.

- É porque ele está cansado. Andou até o cavalo e ainda fez um carinho nele, sorrindo. Tão simples. Tão puro. Tão honesto. Não consegui continuar. Eu me despedi dele com um aperto de mão. Ele ficou um misto de surpreso, assustado, sei lá, pois talvez há algum tempo ninguém estendesse a mão para ele. Subi correndo para ele não ver meus olhos cheios de lágrimas. E eu chorei. Chorei como criança.

 Depois, fiquei pensando como a vida, as respostas, as atitudes podem ser simples, podem ser honestas, podem ser descomplicadas, se a gente se livrar dos ranços do "não pode", "isso não é certo", "a ordem das coisas não está correta", ou, o pior de todos: "eu quero assim!"...
Esse cara, esse homem sem nome, virou um dos meus heróis.

Dedicado à Professora Gisele Barreto Sampaio.



Volta às aulas

Uma atividade legal para aplicar com os alunos do ensino fundamental I