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Mostrando postagens de Abril, 2013

Memórias literárias- O Lavador de Pedra

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O Lavador de Pedra


A gente morava no patrimônio de Pedra Lisa. Pedra Lisa era um arruado de 13 casas e o rio por detrás. Pelo arruado passavam comitivas de boiadeiros e muitos andarilhos. Meu avô botou uma Venda no arruado. Vendia toucinho, freios, arroz, rapadura e tais. Os mantimentos que os boiadeiros compravam de passagem. Atrás da Venda estava o rio. E uma pedra que aflorava no meio do rio. Meu avô, de tardezinha, ia lavar a pedra onde as garças pousavam e cacaravam. Na pedra não crescia nem musgo. Porque o cuspe das garças tem um ácido que mata no nascedouro qualquer espécie de planta. Meu avô ganhou o desnome de Lavador de Pedra. Porque toda tarde ele ia lavar aquela pedra.
           A Venda ficou no tempo abandonada. Que nem uma cama ficasse abandonada. É que os boiadeiros agora faziam atalhos por outras estradas. A Venda por isso ficou no abandono de morrer. Pelo arruado só  passavam agora os andarilhos. E os andarilhos paravam sempre para uma prosa com o meu avô. E para divi…

Textos de memórias literárias-Por parte de pai

Trecho  do texto: Por parte de pai
Minha cama ficava no fundo do quarto. Pelas frestas da janela soprava um vento resmungando, cochichando, esfriando meus pensamentos, anunciando fantasmas. As roupas, dependuradas em cabides na parede, se transfiguravam em monstros e sombras. Deitado, enrolado, parado imóvel, eu lia recado em cada mancha, em cada dobra, em cada sinal. O barulho do colchão de palha me arranhava. O escuro apertava minha garganta, roubava meu ar. O fio da luz terminava amarrado na cabeceira do catre. O medo assim maior do que o quarto me levava a apertar a pera de galalite e acender a luz, enfeitada com papel crepom. O claro me devolvia as coisas em seus tamanhos verdadeiros. O nariz do monstro era o cabo do guarda-chuva, o rabo do demônio o cinto do meu avô, o gigante, a capa “Ideal” cinza para os dias de chuva e frio. Então, procurava distrair meu pavor decifrando os escritos na parede, no canto da cama, tão pertode mim. Mas era minha a dificuldade de acomodar as coisas…

Transplante de Menina

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[...] Na Avenida Rio Branco, reta, larga e imponente, embicando no cais do porto [...] tivemos a nossa primeira impressão – e que impressão! – do carnaval brasileiro. [...] O que nós vimos, no Rio de Janeiro, não se parecia com nada que eu pudesse sequer imaginar nos meus sonhos mais desvairados.
Aquelas multidões enchendo toda a avenida, aquele “corso” – desfile interminável e lento de carros, para-choque com para--choque, capotas arriadas, apinhados de gente fantasiada e animadíssima.
Todo aquele mundaréu de homens, mulheres, crianças, de todos os tipos, de todas as cores, de todos os trajes – todos dançando e cantando, pulando e saracoteando, jogando confetes e serpentinas que chegavam literalmente a entupir a rua e se enroscar nas rodas dos carros... E os lança-perfumes, que que é isso, minha gente! E os “cordões”, os “ranchos”, os “blocos de sujos” – e todo o mundo se comunicando, como se fossem velhos conhecidos, se tocando, brincando, flertando – era assim que se chamavam os nam…

Para saber mais- diferença em "memória" e "memórias"

Segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, memória é

“aquilo que ocorre ao espírito como resultado de experiências já vividas; lembrança, reminiscência”.

No mesmo dicionário, encontramos para memórias: “relato que alguém faz, muitas vezes na forma de obra literária, a partir de acontecimentos históricos dos quais participou ou foi testemunha, ou que estão fundamentados em sua vida particular”.

Gênero “Memórias literárias”-Toda Memória tem uma história

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A vida não é a que a gente viveu, e sim a que
a gente recorda, e como recorda para contá-la.
                                        Gabriel García Márques







 Queridos alunos do 3º ano do Ensino Médio turno matutino do Colégio Polivalente de Conceição do Coité,

Estamos dando continuidade ao projeto de Memórias e, portanto, seguem mais dados sobre o mesmo:

Memórias literárias geralmente são textos produzidos porescritores que, ao rememorar o passado, integram ao vivido oimaginado. Para tanto, recorrem a figuras de linguagem, escolhemcuidadosamente as palavras que vão utilizar, orientados por critérios estéticos que atribuem ao texto ritmo e conduzemo leitor por cenários esituaçõesreais ou imaginárias.

As narrativas, que têm como ponto de partida experiênciasvividas pelo autor no passado, são contadas da forma como sãolembradas no presente.

2ª oficina- 1ª etapa- Conversa com os idosos
Individualmente ou em pequenos grupos  conversar com pessoas mais velhas. Podem ser pessoas da própria escola ou…

Música - A lista- Oswaldo Montenegro

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