domingo, 17 de novembro de 2013

Resenha do filme "Mãos talentosas - A história de Ben Carson"


Dirigido por Thomas Carter e produzido pela Sony Pictures, Mãos talentosas – A história de Ben Carson conta a trajetória de Benjamin Carson, diretor do departamento de Neurocirurgia Pediátrica do hospital Johns Hopkins.
O filme mostra dois momentos: Ben já adulto com a dúvida se faria uma cirurgia nunca antes feita, a de separar gêmeos siameses unidos pela cabeça; e Ben criança, quando de fato é contada a história dele até sua decisão de fazer a cirurgia. 
Menino pobre, negro, filho de mãe separada e analfabeta, Ben era um aluno com baixíssimo rendimento, que sofria preconceito por parte de seus colegas e que se achava completamente incapaz de ser e conseguir algo na vida, entretanto, sua mãe, maior incentivadora do futuro neurocirurgião, faz de tudo para que ele acredite em seu potencial e é quando ela se depara com a biblioteca de seu patrão, que percebe o que poderia ajudá-lo a mudar seu futuro.
Assim, o menino é obrigado pela mãe a ir para biblioteca ler dois livros por semana, o que o faz descobrir a Literatura, pois a partir daí ele passa a ser um leitor assíduo dos livros. Logo o desenvolvimento de Ben melhora significativamente na escola seguindo para sua entrada em Yale, uma universidade de prestígio nos EUA até ele chegar ao Hospital Antony Hopkins, onde ele passa, anos mais tarde, a ser considerado um dos melhores neurocirurgiões do mundo.
Logo, podemos perceber como a Literatura é capaz de fazer transformações. Ela faz com que Bem transforme seu futuro e sua imagem sobre si mesmo, fazendo com que aquele menino que se achava “burro” e incapaz, se transformasse em um neurocirurgião reconhecido por seus trabalhos pioneiros.
 https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSK0_FRuh9h8gVn4QReVDSFjk0Anwvo2OvYj8e_25wLctsIwcWF
https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQjeAuU-m6GoKZbAI2225zlsEcYhqr-T-kk-W_V5q8rCbbGdh7YSAMãos talentosas – A história de Ben Carson é um ótimo filme para servir de exemplo e motivação e para mostrar o poder e a força que a Literatura pode ter e de como os pais podem e devem incentivar seus filhos a ler.

Você pode ser o que quiser...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mafalda, a sinceridade em forma de tirinha!




Mafalda foi uma tira escrita e desenhada pelo cartunista argentino Quino. As histórias, apresentando uma menina (Mafalda) preocupada com a Humanidade e a paz mundial que se rebela com o estado atual do mundo, apareceram de 1964 a 1973, usufruindo de uma altíssima popularidade na América Latina e Europa

Personagens

·                     Mafalda: A personagem principal, uma menina de seis anos de idade, que odeia sopa e adora os Beatles e o desenho Pica-Pau. Ela se comporta como uma típica menina na sua idade, mas tem uma visão aguda da vida e vive questionando o mundo à sua volta, principalmente o contexto dos anos 60 em que se encontra. Tem uma visão mais humanista e aguçada do mundo em comparação com os outros personagens.
·                     Papá: O pai trabalha em uma companhia de seguros, adora cultivar plantas em seu apartamento e entra em crise quando repara na sua idade.
·                     Mamã: Típica dona de casa, não completou os estudos (por isso é vista como medíocre pela Mafalda), entra em conflitos com a filha quando prepara sopas e macarrão.
·                     Filipe (Felipe): Um sonhador que odeia a escola, mas que freqüentemente trava intensas batalhas com sua consciência e seu senso nato da responsabilidade. Foi inspirado pelo jornalista Jorge Timossi, um amigo de Quino.
·                     Manolito (Manuel Goreiro "Manelito"): O filho de um comerciante, mais preocupado com os negócios e dinheiro do que com outra coisa, não gosta dos Beatles e é um estudante que tira notas baixas (menos em matemática, por causa das contas que aprende no mercado do pai). Representa o conservadorismo capitalista na obra, apenas pensando no lucro do armazém de seu pai. Também adora inflações dos preços, pois assim acha que está lucrando.
·                     Susanita (Susana Beatriz Clotilde Chirusi): Uma menina fútil. Seu único objetivo na vida é encontrar um marido rico e de boa aparência quando crescer e ter uma quantidade de filhos acima da média. É uma grande fofoqueira e egoísta, e sempre encontra um jeito de falar sobre o vizinho do irmão da cunhada de alguém.
·                     Guille "Gui" (Guillermo, "Guilherme"): O irmão caçula da Mafalda, esperto para sua idade, é retratado como uma criança que começa a perceber o mundo.
·                     Miguel "Miguelito" Pitti: Amigo de Mafalda, um pouco mais jovem do que os outros. Filho único, com um personalidade única, mas com um coração enorme. Miguelito tem dificuldade de compreender o que Mafalda pensa, sempre entendendo os conselhos de sua amiga de maneira literal. Além disso é um personagem egocêntrico, que parece achar que o mundo gira à sua volta.
·                     Liberdade (Libertad): Uma minúscula menina. Todos fazem o comentário óbvio sobre seu nome. Gosta das coisas simples da vida e seus pais são jovens idealistas, a mãe é tradutora, o pai trabalha em um "empreguinho", por isso moram em um pequeno apartamento.
·                     Burocracia: É a tartaruguinha dada por seu pai a Mafalda e Guile. Foi batizada por Mafalda por ser tão vagarosa, só aparece a partir do livro "as férias da Mafalda".

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Jeca Tatu



Jeca Tatu é uma das figuras geradas pelo escritor Monteiro Lobato, muito conhecido por suas histórias infanto-juvenis, as quais giram em torno dos famosos personagens do Sítio do Picapau Amarelo. Algumas de suas obras, porém, são de cunho social, de natureza crítica e denunciam questões como o contexto arcaico do universo rural e o descaso com doenças como o amarelão, então sério problema de saúde pública.

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Este modelo do caipira não idealizado está presente no livro Urupês, da saga criada por Lobato para os adultos. Ele revela, em um painel composto por 14 narrativas, a real situação do trabalhador campestre de São Paulo, visão nada agradável para as autoridades políticas da época e também para a classe dos intelectuais.

Isto porque Jeca é a imagem do ser legado ao abandono pelo Estado, à mercê de enfermidades típicas dos países atrasados, da miséria e do atraso econômico. Condição nada romântica e utópica, como muitos escritores pretendiam moldar o caboclo brasileiro, nesta mesma época.

A imagem de Jeca Tatu foi utilizada inclusive como instrumento em operações de esclarecimento sobre a importância do saneamento público e a urgência em erradicar doenças como o amarelão, que matava tantas pessoas nos anos 20. Como afirmava Lobato, “Jeca Tatu não é assim, ele está assim”, vitimado pelo desprezo de um governo nada preocupado com esta camada social.

Jeca era um caipira de aparência desleixada, com a barba pouco densa, calcanhares sempre desnudos, portanto rachados, pois ele detestava calçar sapatos. Miserável, detinha somente algumas plantações de pouca monta, apenas para sua sobrevivência. Perto de sua habitação havia um pequeno riacho, no qual ele podia pescar. Sem cultura, ele não cultivava de forma alguma os necessários hábitos de higiene.

Residente no Vale do Paraíba, em São Paulo, região muito arcaica, era visto pelas pessoas como preguiçoso e alcoólatra. A questão da saúde transparece no enredo quando um médico, ao cruzar o seu caminho, passa diante de sua tosca residência e se assusta com tanta pobreza. Notando sua coloração amarela e a intensa magreza, decide examinar o caboclo.

O paciente se queixa de muita fadiga e dores corporais. O doutor então diagnostica a presença de uma enfermidade tecnicamente conhecida como ancilostomose, o famoso amarelão. Ele orienta Jeca a usar sapatos e a tomar os remédios necessários, pois os vermes que provocam este distúrbio orgânico introduzem-se no corpo através da pele dos pés e das pernas.

A vida de Jeca muda radicalmente. Ele se cura, volta a trabalhar, reduz a bebida, sua pequena plantação prospera e o trabalhador se torna um homem honrado pelas outras pessoas. A família Tatu agora só anda calçada e, portanto, saudável. É assim que Monteiro Lobato denuncia a precária situação do trabalhador rural; ele revela que medidas simples poderiam transformar este cenário sombrio. Este personagem se torna o símbolo do brasileiro que vive no campo.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeca_Tatu
http://www.ibb.unesp.br/departamentos/Educacao/Trabalhos/obichoquemedeu/ancilostomose_jeca_tatu.htm

Espionagem abre discussão sobre preparo do Brasil para uma guerra cibernética



Governo define segurança virtual como prioridade na Estratégia Nacional de Defesa, mas estrutura ainda é embrionária.

BBC Brasil

"Dilma Rousseff"

Alvo de espionagem estrangeira, a presidente Dilma Rousseff disse em um discurso na ONU que 'o Brasil sabe proteger-se' de ameaças vindas pela rede. O sistema de defesa cibernética do país, no entanto, ainda dá os primeiros passos e está longe de garantir segurança contra ataques, apesar de o tema já figurar como prioridade na Estratégia Nacional de Defesa.

Entre as medidas discutidas pelo governo, estão a criação de uma agência nacional de segurança cibernética, a instalação de uma escola nacional para o setor e a implementação de ações integradas entre os muitos órgãos envolvidos na proteção da rede de computadores brasileira.

De acordo com o general José Carlos dos Santos, chefe do Centro de Defesa Cibernética do Exército brasileiro (CDCiber), um dos dois principais órgãos responsáveis por garantir a segurança das redes no país, o país precisa se preparar para a possibilidade de uma 'guerra em rede'.
Fragilidade

A fragilidade do sistema de segurança cibernético brasileiro foi escancarada em meio ao escândalo envolvendo o vazamento promovido por Edward Snowden, ex-colaborador da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês). Documentos mostraram que a presidente foi alvo de espionagem, assim como o Ministério das Minas e Energia a a gigante Petrobras, com suspeitas de espionagem comercial nesse último caso.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil reforçam que 'nenhum país está 100% protegido' da ação de hackers, sejam eles ativistas, integrantes de grupos criminosos ou funcionários de agências de inteligência de outros países.

Todos também destacaram que o Brasil está dando passos importantes na construção de um sistema de defesa e segurança cibernética, embora esteja em um estado ainda inicial. Nenhum deles se disse surpreso pelos casos de espionagem revelados por Snowden.

A espionagem em si é sobretudo resultado de uma vulnerabilidade do sistema de segurança cibernética (que inclui a proteção de dados de instituições governamentais, privadas e de cidadãos em geral).
Há também o conceito de defesa cibernética, nos moldes militares. Redes de órgãos públicos e de empresas estratégicas podem ser vítimas - agora e, principalmente, no futuro - de ataques que se assemelham aos de uma campanha de guerra.

A fronteira entre segurança e defesa pode ser tênue. E as batalhas não são convencionais - travada na rede mundial de computadores, essa guerra silenciosa pode ter caráter destrutivo, mas os que estão no front geralmente não vestem o uniforme de um país, embora estejam a serviço de interesses de Estados nacionais.
Estratégia de guerra

Em 2008, a Estratégia Nacional de Defesa recomendou o 'fortalecimento de três setores de importância estratégica: o espacial, o cibernético e o nuclear'.

Boa parte desta responsabilidade recai sobre o general José Carlos dos Santos, chefe do CDCiber, um dos dois principais órgãos responsáveis por garantir a segurança das redes no país.
'Baseados nas lições recentes, estamos plenamente conscientes de que isso é possível, uma guerra em rede', disse o general, em entrevista à BBC Brasil.

Entre as 'lições' mencionadas pelo general estão os ataques virtuais a sites do governo, de bancos e jornais da Ucrânia, em 2007. Outro caso similar ocorreu durante a invasão russa à Geórgia, quando a ex-república soviética sofreu um 'apagão' virtual. Nos dois episódios, pesaram suspeitas sobre Moscou.
Outro caso emblemático foi o ataque às instalações nucleares de Natanz, no Irã. O vírus autorreplicante Stuxnet destruiu várias centrífugas, retardando o programa nuclear do país, segundo a narrativa de especialistas da área. Israel foi apontado como provável responsável pelo ataque.

BBC Brasil
"Edward Snowden"

'Temos quee estar preparados para essas eventualidades', diz o general. Ele conta que as academias militares já incluíram programas de tecnologia e segurança da informação em seus currículos.Em 2009, segundo o general, o ministério da Defesa teve aprovado um orçamento de R$ 400 milhões a ser executado em quatro anos, apenas com a segurança e defesa cibernética. Já as verbas destinadas a operações especiais durante a Copa do Mundo são de R$ 40 milhões.
Vulnerabilidades

Para o professor Adriano Cansian, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto, o principal desafio do Brasil é se proteger contra os chamados 'ataques de negativa de serviço'.
Tais ataques ocorrem quando sistemas são bombardeados com falsos acessos, que acabam congestionando e derrubando sites.

Foi o que ocorreu em 2011, quando o site da Presidência e de vários ministérios e órgãos da administração federal foram alvo de ataques ao longo de vários dias. O braço brasileiro do movimento de hackers LulzSec assumiu a ofensiva que, segundo o grupo, tinha a intenção de mostrar a vulnerabilidade do sistema.
Cansiam diz que as redes de determinados órgãos podem requerer atenção especial por serem estratégias em caso de guerra virtual.

'Considero a infraestrutura física mesmo. Em caso de conflito, emissoras de TV, rádio, centrais elétricas, ramificações de fibra ótica e data center de grandes empresas precisam ser protegidas', argumenta, apontando para alvos que também ficariam na linha de ataque em caso de guerras convencionais.
O pesquisador, que é consultor de segurança cibernética de órgãos governamentais, diz no entanto que 'o maior problema é perder a conectividade da rede, por negativa de serviço'.

'Como criamos dependência muito grande da rede, seja no comércio, no setor de serviços e entretenimento, se um ataque se prolongar, as consequências podem ser danosas. Imagina se por causa de um ataque a China ficar impossibilitada de fazer comércio com o mundo durante 20 dias... Isso vai ser sentido em todo lado', diz.
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

SONETO, de Álvares de Azevedo -


 Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! na escuna fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! O seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti – as noites eu velei chorando,
Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!

01. O poema é escrito a partir de

a) uma crítica feita à mulher amada pelo eu lírico.
b) uma descrição da mulher amada feita pelo eu lírico.
c) um sonho que o eu lírico teve com a mulher amada.
d) um conflito que o eu lírico deseja resolver com a mulher amada.

02. “Como a lua por noite embalsamada,” temos nesse verso

a) uma metáfora
b) uma hipérbole
c) uma comparação
d) uma metonímia

03. O elemento tempo no poema

a) é o mesmo do inicio ao fim.
b) retrata o anoitecer.
c) sofre uma gradação.  
d) foi irrelevante.

04. Apresentam uma antítese os versos

a) “Como a lua por noite embalsamada,              

b) “Era um anjo entre nuvens d’alvorada
      Que em sonhos se banhava e se esquecia!”      
       Entre as nuvens do amor ela dormia!”

c) “Negros olhos as pálpebras abrindo...

d) “Por ti – as noites eu velei chorando,
      Formas nuas no leito resvalando...
      Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!!”


05. A atmosfera retratada nos quartetos é vaga e imaterial. O elemento que reforça a ideia de imaterialidade da mulher amada nessas estrofes é

a) a lâmpada  
b) as nuvens
c) a lua     
d) as flores

06. A última estrofe revela que a mulher observada

a) despertou do seu sono. 
b) exibe-se para o eu lírico. 
c) retira-se do ambiente.  
d) encabula-se diante do eu lírico.


07. No trecho: "O pavão é um arco-íris de plumas", enquanto procedimento estilístico temos uma:

A) metáfora
B) comparação
C) metonímia
D) hipérbole 
E) anáfora

08. No trecho: "...“Plunct, plact, zum, você não vai a lugar nenhum.” (Raul Seixas) encontramos a seguinte figura de linguagem:

A) onomatopeia
B) hipérbole
C) perífrase
D) eufemismo  
E) metonímia

09. Em qual das opções há erro de identificação das figuras?

A) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono." (eufemismo)
B) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopeia)
C) Sentei no braço da poltrona para descansar. (catacrese)
D) Li Cecília Meirelles. (metáfora)
E) "Ouço o tique-taque do relógio: apresso-me então." (Clarice Lispector) (onomatopeia)

10 Na expressão: “Todos estão morrendo de sede”, a figura de pensamento presente é:

A) metáfora 
B) hipérbole   
C) pleonasmo
 D) eufemismo
 E) antítese

11. Na expressão: “Faz dois anos que ele entregou a alma a Deus.” a figura de linguagem presente é:

A) pleonasmo 
B) comparação
C) eufemismo   
D) hipérbole 
 E)  sinestesia

12. No trecho: “O vento beija meus cabelos. ” (Lulu Santos) tem-se a figura de linguagem:

A) prosopopeia
B) onomatopéia
c) metonímia
D) hipérbole
 E) metáfora

13. “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado” (Martinho da Vila) a figura de linguagem é:

A) ironia
B) comparação
C) metáfora    
D) hipérbole 
 E) pleonasmo

14. “Não deixe de colocar dois dentes de alho na comida”, a figura de linguagem na frase é:

A) prosopopéia 
 B) ironia  
C) catacrese 
D) hipérbole
E)  perífrase

15. Assinale a figura de linguagem encontrada em:

"Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor." 

a) silepse
b) catacrese    
c) prosopopéia  
d) metonímia

16. A figura resultante de uma translação de sentido pela suavização da ideia recebe o nome de:

a) eufemismo
b) pleonasmo
c)  anáfora 
d) ironia

17. “Os cupins comeram os pés do armário.”

a) metáfora
b) catacrese
c) ironia
d) antítese




Gabarito

1-b; 2-c; 3-c; 4-d; 5-b; 6-a; 7-a; 8-a; 9-d; 10-b; 11-c; 12-a; 13-e; 14-c; 15-d; 16-a; 17-b


terça-feira, 9 de julho de 2013

A SOLIDARIEDADE



                                               A  SOLIDARIEDADE


     José era mecânico. Qualquer coisa que acontece nas máquinas, José conserta. Mas José seria incapaz de fazer um vestido, ou mesmo cozinhar um almoço. Até a meia sola do sapato quem põe é o sapateiro da esquina.

     Outro dia, José conversava com o sapateiro. Este lhe disse: “Graças a Deus a freguesia tem aumentado. Já sou um homem independente”. Quando acabou de dizer isso, a máquina de costurar o couro enguiçou. A agulha não saía do lugar. Bernardo, o sapateiro, ficou assustado. E agora?

     Sem aquela máquina, que seria dele? Ainda bem que José estava ali. Virou, mexeu, torceu uns parafusos... e a máquina funcionou!

     Bernardo enxugou o suor e, virando para José, disse: “Que sorte você estar aqui, José. Sem você eu estaria frito.” José, sorriu e, só para implicar com o Bernardo, perguntou: “Mas Bernardo, você não estava dizendo aí que, graças a Deus, você é hoje em dia um homem independente”?

     Bernardo ia falar. Chegou a abrir a boca, mas pensou melhor e ficou mudo. Sim, José tinha razão! Qual independência, qual nada!

     “Eu dependo do José para a máquina, pensava Bernardo. José depende de mim para o sapato. Nós dependemos dos agricultores para comer; das indústrias que fazem à roupa que vestimos. Enfim, todos dependem uns dos outros. Não devo um vintém a ninguém, mas dependo de toda essa gente, muita gente depende de mim!” Ficamos os dois ali conversando até tarde sobre a descoberta que tinham feito.

     Os homens são todos ligados uns aos outros. E não só os homens, os países também. Um produz borracha; outro, petróleo, o outro, milho. Uns tem bois, o outro tem curtume. Um tem bicho-da-seda, o outro tem fábricas.

     Essa coisa que liga os homens é a solidariedade.

     A solidariedade é a lei da vida.

     A paz é a única forma humana de se viver na Terra.
                                                                              (Sandra Cavalcanti

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Violência Sem Limites



Violência Sem Limites
Igor Solecki

            A violência doméstica é a violência praticada dentro de casa, são as agressões contra a esposa, filhos, os parentes em geral. Mas agressões não são somente socos, tapas e chutes. Existem, entre elas, as físicas, psicológicas, sexuais, etc. Elas afetam a pessoa que sofre a violência na sua vida pessoal e social. Mas, nesse quadro de violência, quem leva a pior? Como podemos evitar tais abusos?
            Adriana Campos, portuguesa licenciada em psicologia, considera as crianças as que mais sofrem nos casos de violência doméstica. Segundo ela, “existe freqüentemente um sofrimento sem fim e marcas que ficam para toda a vida, isto porque a luta é travada entre pessoas com as quais a criança se identifica”. Estudos afirmam que testemunhar a violência entre os pais é tão prejudicial à criança quanto quando ela é a vítima.
            Quando as pessoas são violentadas, podem ser muitas as conseqüências. Nos casos em que a criança presencia a violência entre os pais, é comum ela atribuir a culpa a si mesma, causando problemas emocionais. Se a violência é contra a criança, muitas vezes a vítima não conta para ninguém. Isso acontece devido ao medo das ameaças do agressor, ou por não ter noção do que é certo e do que é errado.
            Quando há violência sexual, a vítima fica com marcas para o resto da vida, se não físicas, psicológicas. Ela passa a ter muita dificuldade nos relacionamentos com outras pessoas. Quando as crianças são ameaçadas de abandono ou são rejeitadas, se sentem inúteis, desprezadas. Isso também pode ser considerado violência. Geralmente, a pessoa tende a partir para as drogas, bebidas alcoólicas, prostituição, etc.
            Nesses casos de violência, sempre se deve denunciar. Um tapa ou cintada como castigo dá para aceitar, mas exageros não. Violências que deixem marcas para o resto da vida nunca deveriam acontecer. Mas, infelizmente, essa não é a nossa realidade.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Memórias literárias- O Lavador de Pedra

                                                                    O Lavador de Pedra
 
 
               A gente morava no patrimônio de Pedra Lisa. Pedra Lisa era um arruado de 13 casas e o rio por detrás. Pelo arruado passavam comitivas de boiadeiros e muitos andarilhos. Meu avô botou uma Venda no arruado. Vendia toucinho, freios, arroz, rapadura e tais. Os mantimentos que os boiadeiros compravam de passagem. Atrás da Venda estava o rio. E uma pedra que aflorava no meio do rio. Meu avô, de tardezinha, ia lavar a pedra onde as garças pousavam e cacaravam. Na pedra não crescia nem musgo. Porque o cuspe das garças tem um ácido que mata no nascedouro qualquer espécie de planta. Meu avô ganhou o desnome de Lavador de Pedra. Porque toda tarde ele ia lavar aquela pedra.
           A Venda ficou no tempo abandonada. Que nem uma cama ficasse abandonada. É que os boiadeiros agora faziam atalhos por outras estradas. A Venda por isso ficou no abandono de morrer. Pelo arruado só  passavam agora os andarilhos. E os andarilhos paravam sempre para uma prosa com o meu avô. E para dividir a vianda que a mãe mandava para ele. Agora o avô morava na porta da Venda, debaixo de um pé de jatobá. Dali ele via os meninos rodando arcos de barril ao modo que bicicleta. Via os meninos em cavalo de pau correndo ao modo que montados em ema. Via os meninos que jogavam bola de meia ao modo que de couro. E corriam velozes pelo arruado ao modo que tivessem comido canela de cachorro. Tudo isso mais os passarinhos e os andarilhos era a paisagem do meu avô. Chegou que ele disse uma vez: Os andarilhos, as crianças e os passarinhos têm o dom de ser poesia.
           Dom de ser poesia é muito bom!
 

Manoel de Barros. Memórias inventadas: a infância.
São Paulo: Planeta do Brasil, 2003.



Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT) no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá, em 19 de dezembro de 1916, filho de João Venceslau Barros, capataz com influência naquela região. Mudou-se para Corumbá (MS), onde se fixou de tal forma que chegou a ser considerado corumbaense. Atualmente mora em Campo Grande (MS). É advogado, fazendeiro e poeta.

Textos de memórias literárias-Por parte de pai

Trecho  do texto: Por parte de pai

Minha cama ficava no fundo do quarto. Pelas frestas da janela soprava um vento resmungando, cochichando, esfriando meus pensamentos, anunciando fantasmas. As roupas, dependuradas em cabides na parede, se transfiguravam em monstros e sombras. Deitado, enrolado, parado imóvel, eu lia recado em cada mancha, em cada dobra, em cada sinal. O barulho do colchão de palha me arranhava. O escuro apertava minha garganta, roubava meu ar. O fio da luz terminava amarrado na cabeceira do catre. O medo assim maior do que o quarto me levava a apertar a pera de galalite e acender a luz, enfeitada com papel crepom. O claro me devolvia as coisas em seus tamanhos verdadeiros. O nariz do monstro era o cabo do guarda-chuva, o rabo do demônio o cinto do meu avô, o gigante, a capa “Ideal” cinza para os dias de chuva e frio. Então, procurava distrair meu pavor decifrando os escritos na parede, no canto da cama, tão perto de mim. Mas era minha a dificuldade de acomodar as coisas dentro de mim. Sobrava sempre um pedaço...
 
Bartolomeu Campos Queirós. Por parte de pai.

Belo Horizonte: RHJ, 1995. Escrito, aos 46 anos.Bartolomeu Campos Queirós dedica seu livro Por parte de pai ao registro literário de suas recordações de menino. Portanto, um livro de memórias literárias. Como vimos nesse trecho do livro de Bartolomeu, é comum encontrar em textos de memórias literárias — o autor como personagem- narrador da história. Ele tomou como ponto de partida experiências que viveu quando criança, mas não se prendeu a elas. Ao recriar seu passado, procura transportar os leitores para o tempo e para o espaço onde ocorreram os acontecimentos narrados.

Transplante de Menina






 
 [...] Na Avenida Rio Branco, reta, larga e imponente, embicando no cais do porto [...] tivemos a nossa primeira impressão – e que impressão! – do carnaval brasileiro. [...] O que nós vimos, no Rio de Janeiro, não se parecia com nada que eu pudesse sequer imaginar nos meus sonhos mais desvairados.

Aquelas multidões enchendo toda a avenida, aquele “corso” – desfile interminável e lento de carros, para-choque com para--choque, capotas arriadas, apinhados de gente fantasiada e animadíssima.

Todo aquele mundaréu de homens, mulheres, crianças, de todos os tipos, de todas as cores, de todos os trajes – todos dançando e cantando, pulando e saracoteando, jogando confetes e serpentinas que chegavam literalmente a entupir a rua e se enroscar nas rodas dos carros... E os lança-perfumes, que que é isso, minha gente! E os “cordões”, os “ranchos”, os “blocos de sujos” – e todo o mundo se comunicando, como se fossem velhos conhecidos, se tocando, brincando, flertando – era assim que se chamavam os namoricos fortuitos, a paquera da época –, tudo numa liberdade e descontração incrí veis, especialmente para
aqueles tempos tão recatados e comportados...

[...] Vi muitos carnavais depois daquele, participei mesmo de vários, e curti-os muito. Mas nada, nunca mais, se comparou com aquele primeiro carnaval no Rio de Janeiro, um banho de Brasil, inesquecível...

Tatiana Belinky. Transplante de menina. São Paulo: Moderna, 2003

 Tatiana Belinky (Petrogrado, 18 de março de 1919) é uma das mais importantes escritoras infanto-juvenis contemporâneas. É autora de mais de 250 livros voltados para este público. Nascida na Rússia, chegou ao Brasil com dez anos de idade. Recebeu a cidadania brasileira e está radicada em São Paulo há mais de oitenta anos.  .

domingo, 14 de abril de 2013

Para saber mais- diferença em "memória" e "memórias"

Segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, memória é

“aquilo que ocorre ao espírito como resultado de experiências já vividas; lembrança, reminiscência”.
 

No mesmo dicionário, encontramos para memórias: “relato que alguém faz, muitas vezes na forma de obra literária, a partir de acontecimentos históricos dos quais participou ou foi testemunha, ou que estão fundamentados em sua vida particular”.

Gênero “Memórias literárias”-Toda Memória tem uma história

A vida não é a que a gente viveu, e sim a que
a gente recorda, e como recorda para contá-la.
                                        Gabriel García Márques







 Queridos alunos do 3º ano do Ensino Médio turno matutino do Colégio Polivalente de Conceição do Coité,

Estamos dando continuidade ao projeto de Memórias e, portanto, seguem mais dados sobre o mesmo:

Memórias literárias geralmente são textos produzidos por escritores que, ao rememorar o passado, integram ao vivido o imaginado. Para tanto, recorrem a figuras de linguagem, escolhem cuidadosamente as palavras que vão utilizar, orientados por critérios estéticos que atribuem ao texto ritmo e conduzem o leitor por cenários e situações reais ou imaginárias.
 

As narrativas, que têm como ponto de partida experiências vividas pelo autor no passado, são contadas da forma como são lembradas no presente.
 
2ª oficina- 1ª etapa- Conversa com os idosos

  • Individualmente ou em pequenos grupos  conversar com pessoas mais velhas. Podem ser pessoas da própria escola ou de casa – um vizinho, um parente...
Pessoas comuns podem narrar fatos engraçados ou tristes, expressando o modo como sentiram e viveram esses acontecimentos. O que interessa é que as lembranças sejam fortes e significativas para quem as conta.

Os alunos podem iniciar o contato perguntando a essas pessoas se teriam disponibilidade para conversar, emprestar objetos e fotos antigas, contar as lembranças que têm do lugar. Para isso, podem fazer-lhes  perguntas como:


  • O(a) senhor(a) se lembra de alguma passagem marcante da sua vida nesta cidade? Que fato é esse? Por que ele foi marcante? 
  • O(a) senhor(a) tem algum objeto antigo ou foto que lembre essa passagem de sua vida?

Atenção!

O registro é importante. Anotem o maior número possível de informações durante a conversa com a pessoa escolhida.

Em classe, reunidos em pequenos grupos, os alunos devem contar o que ouviram e relatarem o que sentiram ao ouvi-lo, o que consideraram mais interessante na forma como o depoimento foi dado. 


2ª - etapa
 

Vestígios do passado

Fotografias antigas ajudam a recuperar lembrancas do passado. Por isso, devem fazer uma pesquisa na comunidade para localizar e pegar emprestado esse material.

Coletar com parentes e vizinhos fotos antigas, não só da cidade
como de seus moradores, em espaços públicos como prefeitura, casa da cultura, igrejas e até mesmo em estabelecimentos comerciais.
Esse recurso é  importante para que  possam ampliar o repertório em relação a costumes, hábitos, paisagem, formas de agir, de vestir, características de outros momentos da história do lugar onde vivem.
Pergunte aos alunos se eles têm em casa objetos antigos guardados
pela família. Podem trazer cartas, utensílios domésticos, ferramentas, máquinas antigas, roupas, discos ou algum outro
objeto mencionado pelo entrevistado.


As fotos e os objetos são elementos importantes para promover a aproximação com o passado, mas as pessoas são as principais fontes de memória; na verdade, a mais rica delas.


Fonte:
http://escrevendo.cenpec.org.br/Em breve a 3ª - etapa

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Uma atividade legal para aplicar com os alunos do ensino fundamental I