quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O cachorro engraçadinho



O cachorro engraçadinho
                                                            

                                                                                                 Imagem da internet.

                                                 

Há coisa mais triste que um menino sem irmãos nem companheiros, fechado num apartamento? Foi por isso que a família resolveu arranjar um cachorrinho para brincar com o filho único. Os brinquedos, afinal, são máquinas e acabam por enfastiar; o cachorrinho é um brinquedo vivo, quase humano, o melhor amigo do homem etc. E veio o cachorrinho, muito engraçadinho. Todos os cercaram, encantadíssimos. Dizem que os cães sempre se parecem com os seus donos: este parecia-se com os donos, com os amigos dos donos e até com os empregados da casa. Não se pode ser mais amável. Era pretinho, lustroso, com umas malhas cor de mel em certos lugares do focinho e do corpo. Orelhas sedosas e moles, e um rabinho que o menino logo descobriu poder funcionar como manivela. E assim o utilizou.[...]
                                                                                                               Cecília Meirelles

Sugestões de atividades

Antes de entregar o texto para os alunos, perguntar quais). Depois pedir que caracterizem e só após entregar o texto xerocado. Solicitar que  escrevam as características do cachorrinho do texto, deem um nome para o mesmo e complementem a estória. Dependendo da turma, depois de se trabalhar texto descritivo, solicitar que desenhem e pintem o animal de estimação( para quem tem) e os que não têm, qual animal gostaria de  ter.

Treinando caracterização de tipos de textos

Objetivo: Caracterizar os tipos e gêneros textuais.

Atividades como essas, além da caracterização dos tipos textuais, podem ser treinados gêneros textuais, leitura oral dos mesmos, análise das características individuais de cada um, trabalhar o suporte do texto, autor(es), discurso direto e indireto, entre outras.


Texto 01-  Terra: o planeta da vida


Até o momento, não se conhece nenhum outro lugar do Universo, além da Terra, que reúna condições para a existência de vida. As atividades humanas no nosso planeta, porém, têm reduzido cada vez mais essas condições.
O crescimento constante da população e o conseqüente aumento do consumo vêm causando a destruição progressiva dos recursos disponíveis e modificando rapidamente o ambiente.
A maioria dos seres vivos só se utiliza daquilo que realmente precisa para subsistir. O homem não, pois com seus instrumentos e máquinas é capaz de multiplicar infinitamente o trabalho que seria feito por um só indivíduo. Assim, ele se apropria intensa e rapidamente dos recursos e rompe o equilíbrio frágil e extremamente complexo da natureza. Desse modo, prejudica os demais seres vivos, ocasionando, muitas vezes, sua total destruição.
Na verdade, somos uma espécie diferente das demais; podemos viajar tanto pela terra, quanto pela água ou pelo ar, utilizando aparelhos sofisticados, que exigiram anos de pesquisa, testes e materiais especiais para serem construídos. Essas e outras invenções, sem dúvida, revelam a inteligência o ser humano e sua capacidade de adaptar-se às mais diversas condições ambientais. Potencialmente somos capazes de tornar habitável tanto o fundo do mar, quanto o alto do Himalaia ou o Deserto do Saara.
O número de habitantes do planeta, porém, cresce sem parar, e muitas áreas produtivas da Terra já foram, e continuam sendo ocupadas sem planejamento e exploradas de modo inadequado. Se continuarmos a agir assim, esgotando os recursos da natureza, em pouco tempo só restarão na Terra ambientes impróprios para a vida e sem possibilidade de recuperação.
Mas uma espécie como a nossa, capaz de realizações magníficas no campo das Artes, das Ciências e da Filosofia, deverá saber organizar-se e encontrar soluções adequadas para garantir sua permanência na Terra.

Magalhães Mattos e Abrão. São Paulo: Scipione, 1991.

Texto 02-   EM CÓDIGO (Fernando Sabino)

1.Fui chamado ao telefone. Era o chefe de escritório de meu irmão:
2.– Recebi, de Belo Horizonte, um recado dele para o senhor. É uma mensagem meio esquisita, com vários itens, convém tomar nota. O senhor tem um lápis aí?
3.– Tenho. Pode começar.
4.– Então lá vai. Primeiro: minha mãe precisa de uma nora.
5.– Precisa de quê?
6.– De uma nora.
7.– Que história é essa?
8.– Eu estou dizendo ao senhor que é um recado meio esquisito. Posso continuar?
9.- Continue.
10.– Segundo: pobre vive de teimoso. Terceiro: não chora, morena, que eu volto.
11.– Isso é alguma brincadeira.
12.– Não é não. Estou repetindo o que ele escreveu. Tem mais. Quarto: sou amarelo, mas não opilado. Tomou nota?
13.– Mas não opilado – repeti, tomando nota.  – Que diabo ele pretende com isso?
14.– Não sei não senhor. Mandou transmitir o recado, estou transmitindo.
15. – Mas você há de concordar comigo que é um recado meio esquisito.
16. – Foi o que eu preveni ao senhor. E tem mais. Quinto: não sou colgate, mas ando na boca de muita gente. Sexto: poeira é a minha penicilina. Sétimo: carona, só de saia. Oitavo…
17.– Chega! – protestei estupefato. – Não vou ficar aqui tomando nota disso, feito idiota.
18.- Deve ser carta em código, ou coisa parecida – e ele vacilou: Estou dizendo ao senhor que também não entendi, mas enfim… Posso continuar?
19.– Continua. Falta muito?
20.– Não, está acabando: são doze. Oitavo: vou, mas volto. Nono: chega à janela, morena. Décimo: quem fala de mim tem mágoa. Décimo primeiro: não sou pipoca mas também dou meus pulinhos.
21.– Não tem dúvida, ficou maluco.
22.– Maluco não digo, mas como o senhor mesmo disse, a gente até fica com ar meio idiota… Está acabando, só falta um. Décimo segundo: Deus, eu e o Rocha.
23.– Que Rocha?
24.– Não sei. É capaz de ser a assinatura.
25.– Meu irmão não se chama Rocha, essa é boa!
26.– É, mas que foi ele que mandou, isso foi.
27.Desliguei, atônito, fui até refrescar o rosto com água, para poder pensar melhor. Só então me lembrei. Haviam-me encomendado uma crônica sobre essas frases que os motoristas costumam pintar, como lema, à frente dos caminhões . Meu irmão, que é engenheiro e viaja sempre pelo interior fiscalizando obras, prometera ajudar-me, recolhendo em suas andanças farto e variado material. E ele viajou, o tempo passou, acabei esquecendo completamente do trato, na suposição de que o mesmo lhe acontecera.
28.        Agora, o material ali estava. Era só fazer a crônica. Deus, eu e o Rocha! Tudo explicado! Rocha era o motorista, Deus era Deus mesmo, e eu, o caminhão.


Texto 3
Cidadezinha

Mário Quintana

Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó...
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...
Nuvens que vêm, nuvens e asas,
Não param nunca, nem um só segundo...
E fica a torre, sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo !
Eu que de longe venho perdido,
Sem pouso fixo (a triste sina! ),
Ah, quem me dera ter lá nascido !
Lá toda a vida poder morar !
Cidadezinha... Tão pequenina
Que toda cabe num só olhar !

Vocabulário- cismar – pensar          sina - destino, sorte       vasto - grande, muito extenso



Tipos de texto e gêneros textuais



-Tipo textual
Objetivo
Características
Gêneros nos quais predomina
Narrativo
Narrar fatos, reais ou fictícios
-Verbos de ação: “Eu vinha andando e  vi a mulher”.
-Verbos no passado.
-Marcadores temporais: logo, depois, ontem, hoje, certo dia, em seguida.
-Presença de um conflito, isto é, um acontecimento que complica a situação inicial da história.
Anedota, diário, romance, conto, crônica, notícia, fabula, relato pessoal, relato histórico, biografia, autobiografia, lenda,.
Descritivo
Descrever seres, paisagens e conceitos.
- Verbos de estado- ser, estar, parecer.
-Presente do indicativo.
- Formas nominais dos verbos.
-adjetivações e comparações.
Anúncio classificado, cadapio, laudo técnico.
(sequências descritivas são muito comuns em todos os gêneros narrativos
Expositivo
Expor informações
-Linguagem objetiva.
-Verbos no presente.
-Predomínio da 3ª pessoa.
Seminário, verbete de enciclopédia, reportagem.
Argumentativo
Defender um ponto de vista
-Apresentação de argumentos segundo uma  organização lógica.
-Estabelecimento de relação de causa e efeito.
-Estrutura formada por uma introdução, desenvolvimento e  conclusão.
-Verbos no presente.
Debate, editorial, artigo de opinião, manifesto, carta aberta, carta de solcitação, carta de reclamação.
Injuntivo(persuasivo ou instrucional
Fazer com que o interlocutor tome alguma atitude.
-Verbos no imperativo: faça, beba, coma.
Anúncio publicitário, regras de jogo, receita, manual de instruções, regulamento, livro de autoajuda.




            Baseado na  obra de MARCHUSCHI, Luiz Antônio. Produção Textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo, 2008.





terça-feira, 16 de agosto de 2016

Projetos Pedagógicos

Convivência, um exercício de valores.

Em virtude dos muitos anos de uma educação meramente conteudista, a escola de hoje enfrenta o dilema de conjugar competência cognitiva com formação de valores éticos. Nesse sentido, as diversas áreas do saber anseiam por uma linha educacional capaz de trabalhar o conhecimento científico aliado às possibilidades do uso racional e responsável para com a vida humana.
Esse projeto pedagógico busca, em sua essência, tomar para si esse desafio atual e trabalhar o tema de valores, na intenção de procurar, tanto nas questões práticas do cotidiano quanto no confronto com a realidade social excludente, desenvolver o senso de respeito, justiça, solidariedade e responsabilidade social. Acreditamos que a aproximação da família com a escola seja pré-requisito indispensável nesse processo, posto que a formação de valores se origina e se consolida verdadeiramente na família.
Resultados atingidos
Os resultados do projeto Convivência: um exercício de valores demonstraram que toda ação pautada nos valores tem visibilidade e, como disse o mestre Paulo Freire, ''o educando descobre-se como um construtor do mundo e da cultura''. Coube a nós, como escola, proporcionar essa ação.

Dessa forma, foi percebida uma transformação em todo o espaço escolar. Entre os educadores, vimos uma maior interação nas relações humanas de empatia, tolerância e maior envolvimento com os alunos. Nesse processo de troca, os alunos demonstraram entre si maior envolvimento com o fortalecimento da amizade, do respeito, da capacidade de perdoar e nas rotinas de sala de aula, mais desenvoltura nas atividades em grupos.

Foi importante para nossa equipe desenvolver um projeto como esse e reafirmamos nossa preocupação em formar cidadãos críticos e autônomos, embasados nos valores.
Equipe de professores e coordenação pedagógicaColégio Pro Campus, Teresina, PI.http://www.procampus.com.br 
Projeto Pedagógico publicado na edição nº 400, jornal Mundo Jovem, setembro de 2009, página 4.

Acontecendo na prática


  • Em cada bimestre é abordado um tema principal que é composto de algumas ações em conjunto e outras realizadas por cada professor. Seguem algumas sugestões:
    Ética e felicidade
    • Exibição do filme A corrente do bem, com o objetivo de relacionar o nosso bem-estar à satisfação de contribuir com o outro.
    • Encontro de formação com os pais.
    • Encontro com os alunos, sobre o tema.
    • Visitas a algumas instituições sociais da cidade.
    Paz e solidariedade
    • São debatidas algumas personalidades que contribuíram para a construção
    da paz, como Gandhi, Madre Tereza de Calcutá, Nelson Mandela, Martin Luther King.
    • Poderá ser feito um concurso de redação entre as turmas da escola sobre o tema da paz.
    Trabalho e promoção da vida
    • O trabalho cada vez mais ganhará ares de humanização, oriunda de um coeficiente emocional, característico dos tempos modernos, em detrimento do tecnicismo de períodos anteriores.
    • Exibição dos filmes Tempos modernos e O corte, para problematizar a temática do trabalho.
  • Fonte:
  • http://www.mundojovem.com.br/projetos-pedagogicos/projeto-convivencia-um-exercicio-de-valores
  • Projeto Pedagógico publicado na edição nº 400, jornal Mundo Jovem, setembro de 2009, página 4.

Dinâmicas de Integração e Comunicação, descobrir sentimentos

Atividades para os alunos descobrirem o que sentem


Atividades simples permitem aos alunos descobrirem o que sentem. 
As informações servem para conhecê-los melhor, o que ajuda na aprendizagem. Só não vale analisar psicologicamente o que eles dizem.


1. O que vejo e o que sinto

Objetivo: Provocar no aluno a reflexão sobre o estado de espírito dos outros por meio de hipóteses. Pensar sobre como alguém se sente é pressuposto para ações generosas.
Aplicação: Selecione em jornais e revistas, fotos de situações opostas - pessoas em um parque e em lixão, por exemplo. Prefira as que não mostrem o rosto. Peça para os alunos analisarem e descreverem o que estão vendo e pergunte como acham que essas pessoas estão se sentindo.
Imagens da internet.
Fonte: 

Área de recreação

Área  de recreação

Alunos no laboratório de informática

Alunos no laboratório de informática

Alunos da 5ª C-vesp- no laboratório

Alunos da 5ª C-vesp- no laboratório