sexta-feira, 27 de julho de 2012

4 - TREMA - 5 ALFABETO - 6 HÍFEN

4 - TREMA
O trema, sinal gráfico utilizado sobre a letra u dos grupos que, qui, gue, gui, deixa de existir na língua portuguesa. Lembre-se, no entanto, que a pronúncia das palavras continua a mesma.
Exemplos:
cinqüenta-> cinquenta
pingüim -> pinguim
Mais exemplos: aguentar, bilíngue, consequência, delinquente, frequente, linguiça, sequência, sequestro, tranquilo, etc.
Atenção: o acordo prevê que o trema seja mantido apenas em nomes próprios de origem estrangeira, bem como em seus derivados.
Exemplos: Bündchen, Müller, mülleriano.
 
5 - ALFABETO
O alfabeto passará a ter 26 letras. Além das atuais, serão incorporadas oficialmente as letras k, w e y. Observe a posição das novas letras no alfabeto:
A B C D E F G H I
J K L M N O P Q R
S T U V W X Y Z

Essas letras poderão aparecer em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, playground, watt, Kafka, kafkiano, etc.

6 - HÍFEN
O hífen deixará de ser empregado nos seguintes casos:
a) Quando o prefixo terminar em vogal diferente da vogal que iniciar o segundo elemento.

Exemplos:

Estou lendo um livro de auto-ajuda.
Estou lendo um livro de autoajuda.

Ele passou na auto-escola!
Ele passou na autoescola!
Mais exemplos: agroindustrial, autoafirmação, autoaprendizagem, autoestrada, autoimagem, contraindicação, contraoferta, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido, semiautomático, supraocular, ultraelevado, etc.
b) Quando o prefixo da palavra terminar em vogal e o segundo elemento começar com as consoantes s ou r. Nesse caso, a consoante será duplicada.
Exemplos:
Meu namorado é ultra-romântico.
Meu namorado é ultrarromântico.
Comprei um creme anti-rugas.


Comprei um creme antirrugas.
Mais exemplos: antessala, antirreligioso, antissemita, autorretrato, antissocial, arquirromântico, autorregulamentação, contrarregra, contrassenso, extrarregimento, extrasseco, infrassom, neorrealismo, ultrarresistente, ultrassonografia, semirreta, suprarrenal.
c) Não se utilizará mais o hífen nas palavras que, pelo uso, perderam a noção de composição. Veja:
pára-quedas -> paraquedas
Mais exemplos: mandachuva, paraquedista.
Uso do Hífen
Com o novo acordo, o hífen passará a ser utilizado quando a palavra for formada por um prefixo terminado em vogal e a palavra seguinte iniciar pela mesma vogal. Observe o exemplo abaixo:
micrnibus-> micro-ônibus
Mais exemplos: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, contra-ataque, micro-ondas, semi-interno, etc.
Atenção: se o prefixo terminar com consoante, usa-se hífen se o segundo elemento começar com a mesma consoante.
Exemplos: hiper-requintado, inter-racial, super-resistente, super-romântico, etc.
Lembre-se: nos demais casos, não se usa o hífen.

Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.

Dúvidas?
As dúvidas que porventura surgirem acerca da nova ortografia podem ser resolvidas por meio do novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), cuja elaboração compete à Academia Brasileira de Letras.

3 - ACENTO CIRCUNFLEXO

O acento circunflexo deixará de ser utilizado nos seguintes casos:
a) Em palavras com terminação ôo. Veja:

enjôo -> enjoo

vôo -> voo

magôo -> magoo
Mais exemplos: abençoo (abençoar) , coo (coar), coroo (coroar), doo (doar), moo (moer), perdoo (perdoar), povoo (povoar), voos (plural de voo), zoo (zoar).
b) Nas terminações êem, que ocorrem nas formas conjugadas da terceira pessoa do plural dos verbos ler, dar, ver, crer e seus derivados. Veja o exemplo abaixo:

Eles lêem. -> Eles leem.
Mais exemplos: creem, deem, veem, descreem, releem, reveem.
Atenção: os verbos ter e vir (e seus derivados) continuam sendo acentuados na terceira pessoa do plural.
Eles têm três filhos.
Eles detêm o poder.
Eles vêm para a festa de sábado.
Eles intervêm na economia.

ACENTO DIFERENCIAL

2 - ACENTO DIFERENCIAL
O acento diferencial é utilizado para auxiliar na identificação de palavras homófonas (que possuem a mesma pronúncia). Com o acordo ortográfico, ele deixará de existir nos seguintes casos: pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. Observe os exemplos:
Ela não pára de dançar.

Ela não para de dançar.
A mãe péla o bebê para dar-lhe banho.

A mãe pela o bebê para dar-lhe banho.
Este é o pólo norte.
Este é o polo norte.
Os garotos gostam de jogar pólo.

Os garotos gostam de jogar polo.
Meu gato tem pêlos brancos.
Meu gato tem pelos brancos.
A menina trouxe pêra de lanche.


A menina trouxe pera de lanche.
Atenção: existem duas palavras que continuarão recebendo acento diferencial:
pôr (verbo) -> para não ser confundido com a preposição por.
pôde (verbo poder conjugado no passado) -> para que não seja confundido com pode (forma conjugada no presente).

Guia Prático da Nova Ortografia

Guia Prático da Nova Ortografia
Esteja atento às alterações previstas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A partir de 2009, as novas regras linguísticas entrarão em vigor oficialmente.
1 - ACENTO AGUDO
O acento agudo desaparecerá em três casos:
a) Nos ditongos (encontros de duas vogais proferidas em uma só sílaba) abertos ei e oi das palavras paroxítonas (aquelas cuja sílaba pronunciada com mais intensidade é a penúltima).
Exemplos:
idéia -> ideia
geléia -> geleia
bóia -> boia
jibóia -> jiboia
Mais exemplos: alcaloide, alcateia, apoio, assembleia, asteroide, celuloide, colmeia, Coreia, epopeia, estreia, heroico, joia, odisseia, onomatopeia, paranoia, plateia, proteico, etc.
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam sendo acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus, chapéu, chapéus, anéis, dói, céu, ilhéu.
Exemplos:
papéis
chapéus
troféu
b) Nas palavras paroxítonas com i e u tônicos formando hiato (sequência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes), quando vierem após um ditongo. Veja:
baiúca -> baiuca
bocaiúva -> bocaiuva
feiúra -> feiura
cheiínho -> cheiinho
saiínha -> saiinha
Taoísmo -> Taoismo
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou
seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, Piauí.
c) Nas formas verbais que possuem o u tônico precedido das letras g ou q e seguido de e ou i. Esses casos ocorrem apenas nas formas verbais de arguir e redarguir. Observe:
argúis -> arguis
argúem -> arguem
redargúis -> redarguis 
redargúem -> redarguem

Reforma Ortográfica

Reforma Ortográfica
Não é de hoje que os integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa  (CPLP) pensam em unificar as ortografias do nosso idioma. Desde o início do século XX, busca-se estabelecer um modelo de ortografia que possa ser usado como referência nas publicações oficiais e no ensino. No quadro a seguir tem-se, resumidamente, as principais tentativas de unificação ortográfica já ocorridas entre os países lusófonos. No Brasil, note que já houve duas reformas ortográficas: em 1943 e 1971. Assim, um brasileiro com mais de 65 anos está prestes a passar pela terceira reforma. Em Portugal, a última reforma aconteceu em 1945.
Cronologia das Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Séc XVI até ao séc. XX - Em Portugal e no Brasil a escrita praticada era de caráter etimológico (procurava-se a raiz latina ou grega para escrever as palavras).
1907 - A Academia Brasileira de Letras começa a simplificar a escrita nas suas publicações.
1910 - Implantação da República em Portugal – foi nomeada uma Comissão para estabelecer uma ortografia simplificada e uniforme, para ser usada nas publicações oficiais e no ensino.
1911 - Primeira Reforma Ortográfica – tentativa de uniformizar e simplificar a escrita de algumas formas gráficas, mas que não foi extensiva ao Brasil.
1915 - A Academia Brasileira de Letras resolve harmonizar a ortografia com a portuguesa.
1919 - A Academia Brasileira de Letras revoga a sua resolução de 1915.
1924 - A Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras começam a procurar uma grafia comum.
1929 - A Academia Brasileira de Letras lança um novo sistema gráfico.
1931 - Foi aprovado o primeiro Acordo Ortográfico entre o Brasil e Portugal, que visava suprimir as diferenças, unificar e simplificar a língua portuguesa, contudo não foi posto em prática.
1938 - Foram sanadas as dúvidas quanto à acentuação de palavras.
1943 - Foi redigido, na primeira Convenção ortográfica entre Brasil e Portugal, o Formulário Ortográfico de 1943.
1945 - O acordo ortográfico tornou-se lei em Portugal, mas no Brasil não foi ratificado pelo Governo. Os brasileiros continuaram a regular-se pela ortografia anterior, do Vocabulário de 1943.
1971 - Foram promulgadas alterações no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal.
1973 - Foram promulgadas alterações em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
1975 - A Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboram novo projeto de acordo, que não foi aprovado oficialmente.
1986 - O presidente brasileiro José Sarney promoveu um encontro dos sete países de língua portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe - no Rio de Janeiro. Foi apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
1990 - A Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa – as duas academias elaboram a base do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O documento entraria em vigor (de acordo com o 3º artigo do mesmo) no dia 1º de Janeiro de 1994, após depositados todos os instrumentos de ratificação de todos os Estados junto do Governo português.
1996 - O último acordo foi apenas ratificado por Portugal, Brasil e Cabo Verde.
2004 - Os ministros da Educação da CPLP reuniram-se em Fortaleza (Brasil), para propor a entrada em vigor do Acordo Ortográfico, mesmo sem a ratificação de todos os membros.
Nova Reforma Ortográfica -  Aspectos Positivos

O Novo Acordo Ortográfico, em vigor desde janeiro de 2009, gera polêmica entre gramáticos, escritores e professores de Língua Portuguesa. Segundo o Ministério de Educação, a medida deve facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre os países que falam Português e ampliar a divulgação do idioma e da literatura portuguesa. Dentre os aspectos positivos apontados pela nova reforma ortográfica, destacam-se ainda:
- redução dos custos de produção e adaptação de livros;
- facilitação na aprendizagem da língua pelos estrangeiros;
- simplificação de algumas regras ortográficas.
Nova Reforma Ortográfica -  Aspectos Negativos

- Todos que já possuem interiorizadas as normas gramaticais, terão de aprender as novas regras;
- Surgimento de dúvidas;
- Adaptação de documentos e publicações.
Período de Adaptação
Mesmo entrando em vigor em janeiro de 2009, os falantes do idioma terão até dezembro de 2012 para se adaptarem à nova escrita. Nesse período, as duas normas ortográficas poderão ser usadas e aceitas como corretas nos exames escolares, vestibulares, concursos públicos e demais meios escritos. Em Portugal, cerca de 1,6% das palavras serão alteradas. No Brasil, apenas 0,5%.
Atualização dos Livros Didáticos
De acordo com o MEC, a partir de 2010 os alunos de 1º a 5º ano do Ensino Fundamental receberão os livros dentro da nova norma - o que deve ocorrer com as turmas de 6º a 9º ano e de Ensino Médio, respectivamente, em 2011 e 2012.
Reforma na Escrita
Por fim, é importante destacar que a proposta do acordo é meramente ortográfica. Assim, restringe-se à língua escrita, não afetando aspectos da língua falada. Além disso, a reforma não eliminará todas as diferenças ortográficas existentes entre o português brasileiro e o europeu.

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/acordo_ortografico/acordo_ortografico1.php

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Coesão Textual


 
Palavras como preposições, conjunções e pronomes possuem a função de criar um sistema de relações, referências e retomadas no interior de um texto; garantindo unidade entre as diversas partes que o compõe. Essa relação, esse entrelaçamento de elementos no texto recebe o nome de Coesão Textual.
Há, portanto, coesão, quando seus vários elementos estão articulados entre si, estabelecendo unidade em cada uma das partes, ou seja, entre os períodos e entre os parágrafos.
Tal unidade se dá pelo emprego de conectivos ou elementos coesivos, cuja função é evidenciar as várias relações de sentido entre os enunciados. Veja um exemplo de um texto coeso:
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo que o Brasil não vai atender ao governo interino de Honduras, que deu prazo de dez dias para uma definição sobre a situação do presidente deposto Manuel Zelaya, abrigado na embaixada brasileira desde que retornou a Tegucigalpa, há uma semana. Caso contrário, o governo de Micheletti ameaça retirar a imunidade diplomática da embaixada brasileira no país, segundo informou comunicado da chancelaria hondurenha divulgado na noite de sábado, em Tegucigalpa".
(Jornal O Globo - 27/09/2009)

Quando um conectivo não é usado corretamente, há prejuízo na coesão. Observe:

A escola possui um excelente time de futebol, portanto até hoje não conseguiu vencer o campeonato.

O conectivo "portanto" confere ao período valor de conclusão, porém não há verdadeira relação de sentido entre as duas frases: a conclusão de não vencer não é possuir um excelente time de futebol. Analisaremos, a seguir, o problema na coesão:
É óbvio que existem duas ideias que se opõem, são elas: possuir um time de futebol x não vencer o campeonato.
Logo, só podemos empregar um conector que expresse ideia adversativa, são eles: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.

O período reescrito de forma adequada, fica assim:

A escola possui um excelente time de futebol, mas até hoje não conseguiu vencer o campeonato.

...,porém até hoje não conseguiu vencer o campeonato.
...,contudo até hoje não conseguiu vencer o campeonato.
...,todavia até hoje não conseguiu vencer o campeonato.
...,entretanto até hoje não conseguiu vencer o campeonato.
..., no entanto até hoje não conseguiu vencer o campeonato.
..., não obstante até hoje não conseguiu vencer o campeonato.

            Mecanismos de coesão: é meio pelo qual ocorre a coesão em um texto. Os principais são:

1) Coesão por substituição: consiste na colocação de um item em lugar de outro(s) elemento(s) do texto, ou até mesmo de uma oração inteira.

Ele comprou um carro. Eu também quero comprar um.
Ele comprou um carro novo e eu também.
Observe que ocorre uma redifinição, ou seja, não há identidade entre o item de referência e o item pressuposto. O que existe, na verdade, é uma nova definição nos termos: um, também. Comparemos com outro exemplo
Comprei um carro vermelho, mas Pedro preferiu um verde.

O termo "vermelho" é o adjunto adnominal de carro. Ele é, então, o modificador do substantivo.
Todavia, esse termo é silenciado e, em seu lugar, faz-se presente a porção especificativa "verde". Logo, trata-se de uma redefinição do referente.

2) Coesão por elipse: ocorre quando elemento do texto é omitido em algum dos contextos em que deveria ocorrer.
-Pedro vai comprar o carro?
- Vai!
Houve a omissão dos termos Paulo (sujeito) e comprar o carro (predicado verbal), todavia essa não prejudicou nem a correção gramatical nem a clareza do texto. Exemplo clássico de coesão por elipse.
3) Coesão por Conjunção: estabelece relações significativas entre os elementos ou orações do texto, através do uso de marcadores formais - as conjunções. Essas podem exprimir valor semântico de adição, adversidade, causa, tempo...

Perdeu as forças e caiu. (adição)
Perdeu as forças, mas permaneceu firme. (adversidade)
Perdeu as forças, porque não se alimentou. (causa)
Perdeu as forças, quando soube a verdade. (tempo)

Observe que todas as relações de sentido estabelecidas entre as duas porções textuais são feitas por meio dos conectores: e, mas, porque, quando.

4) Coesão Lexical: é obtida pela seleção vocabular. Tal mecanismo é garantido por dois tipos de procedimentos:

a)Reiteração: ocorre por repetição do mesmo item lexical ou através de hiperônimos, sinônimos ou nomes genéricos.
O aluno estava nervoso. O aluno havia sido assaltado. (repetição do mesmo item lexical)

Uma menina desapareceu. A garota estava envolvida com drogas.
(coesão resultante do uso de sinônimo)

Havia muitas ferramentas espalhadas, mas só precisava achar o martelo.
(coesão por hiperônimo: ferramentas é o gênero de que martelo é a espécie)

Todos ouviram um barulho atrás da porta. Abriram-na e viram uma coisa em cima da mesa.
(coesão resultante de um nome genérico)

Observação: nos exemplos acima, observamos que retomar um referente por meio de uma expressão genérica ou por hiperônimo é um recurso natural de um texto.
Muitos estudantes de concursos ou vestibulares perguntam se é errado repetir palavras em suas redações. A resposta é simples: se houver, na repetição, finalidade enfática você não será penalizado.
Todavia, a escolha dos recursos coesivos mais adequados deve ser feita, levando-se em consideração a articulação geral do texto e, eventualmente, os efeitos estilísticos que se deseja obter.

b)Coesão por colocação ou contiguidade: consiste no uso de termos pertencentes a um mesmo campo semântico.

Houve um grande evento nas areias de Copacabana, no último dia 02.
O motivo da festa foi este: o Rio sediará as olimpíadas de 2016.


sábado, 7 de julho de 2012

Atividade de oração Subordinada Substantiva


1.Leia esta tira de Dik Browne:
 
2. Você já sabe que a cada verbo ou locução verbal corresponde uma oração. Observe o balão de Hagar no 1º quadrinho
:
a) Quantas orações têm o período? _________________________________________
b) A primeira oração liga-se à segunda por meio da conjunção que. Esse período é composto por coordenação ou por subordinação? ______________________________
3. Examine a locução fui dizer quanto à predicação.
a) Como ela se classifica? __________________________________________

b) Qual é o seu objeto indireto, ou seja, a quem Hagar disse algo? _______________________________________________________________

c) Qual é o objeto direto, ou seja, o que Hagar foi dizer ao vizinho?
_______________________________________________________________

4. Faça de acordo com o modelo: Teu estudo é importante.  È importante que estudes.

a) O nosso trabalho é necessário. __________________________________________
b) Exige-se tua participação. _____________________________________________

c) Está decidida a festa. ______________________________________________

d) Convém a tua vinda. _______________________________________

e) Está clara a sua participação nos acontecimentos


5.Observe e recorde: Verbo transitivo direto → objeto direto
                                 Verbo transitivo indireto + preposição: → Objeto indireto
                                  Substantivo, adjetivo ou advérbio + preposição: complemento nominal

Agora coloque A para objeto direto , B para objeto indireto e    C para complemento nominal.

1.(      ) Penso muito em você.                                            2.(       ) Minha casa é longe da escola.
3..(      ) Tenho medo de assombração.                             4 (      ) Disse a ela que voltasse logo.
5.(       ) Gastei todo o meu salário.                                 6 (       ) Nós tínhamos receio de uma catástrofe
7.(       ) Ela tem preferência por música clássica.            8. (      ) Será que veremos o cometa?
9.(      ) O menino leu a notícia admirado.                       10 (       ) Todos precisam de alguém.
11. (     ) O rapaz está temeroso pela situação atual.      12 (        ) Eles gostam de futebol.

6. Verifique se a oração destacada é: (A) objetiva direta   ( C) objetiva indireta    (B) completiva nominal           (D ) subjetiva

 (       ) Os pais desejam que os filhos sejam felizes.
(       ) Tenho conhecimento de que tu voltarás amanhã.
(       ) Parece que o resultado não os deixou tristes.
(       ) Eu não me esqueço de que deverei resolver tudo amanhã.
(       ) Meu amigo mandou saber se você gosta dele, Maria.
(       ) É conveniente que seja assim.                             
(        ) Afinal me convenci de que tudo eram sonhos.
(        ) Tenho a vaga lembrança de que o conheço de algum lugar.
(        ) Penso que tens medo de que ele se vá.            
(        ) Se ele confessou, não sei.

7. Classifique a oração destacada: ( A) principal, (B) subordinada substantiva predicativa, ou subordinada substantiva apositiva (C).
(          ) Tínhamos uma esperança: que dias melhores viriam.
(         ) O correto seria o seguinte: que todos colaborassem.
(         ) A maior tristeza da criançada foi que o palhaço não veio.
(         ) Deu-nos este conselho: que cobrássemos mais.

8.Observe e recorde: A oração subordinada introduzida por preposição + conjunção pode ser:
→ objetiva indireta: completa o verbo transitivo indireto da oração principal.
→ completiva nominal: completa um nome da oração principal.

8.1. Agora, classifique as orações subordinadas substantivas em (OI) objetiva indireta, (CN) completiva nominal, (PR) predicativa ou (AP) apositiva.

(           ) Convenceu-se de que era mentira.                     (         ) Minha esperança era que ele voltasse.
(          ) Coloco esta condição: não me perturbem           (        ) Insisto em que me auxilies.
(        ) Todos estavam receosos de que ele se machucasse.(       ) O fato é que ele não se esforça.

9. Divida e Classifique as orações substantivas dos períodos abaixo:

a) Fizeram a seguinte advertência: que o trabalho fosso secreto.
___________________________________________________________________________
b) É possível que as provas sejam anuladas. ___________________________________________________________________________
c) A boa notícia do dia seria que descobrissem a cura da AIDS.
__________________________________________________________________________
d) Alguém lhe perguntou de onde vinha. ___________________________________________________________________________
e) Ninguém soube se morrera de desgosto. ___________________________________________________________________________
f) Inteirei-me de que ela havia mentido. ___________________________________________________________________________

10. (F. Objetivo-SP) No período: "É necessário que todos se esforcem", a oração destacada é:

a) substantiva objetiva direta                    b) substantiva objetiva indireta
c) substantiva completiva nominal            d) substantiva subjetiva         e) substantiva predicativa

11. (F. Objetivo-SP) "A verdade é que a gente não sabia nada..." Classifica-se a segunda oração como:

a) subordinada substantiva objetiva direta              b) subordinada adverbial conformativa
c) subordinada substantiva objetiva indireta           d) subordinada substantiva predicativa
e) subordinada substantiva apositiva

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Jogo da memória (verbos)

O exemplo a seguir mostra o ensino de verbos através de um jogo. O mesmo pode ser adaptado para qualquer matéria que você queira ensinar. Experimente utilizá-lo, é muito fácil!

Material: em cartões de cartolina, escreva uma frase pertinente à matéria que quer ensinar. No exemplo,foram usados os verbos:

Eu nado na piscina.
Tu nadas no mar ?
O relógio bate a hora certa.
Nós batemos na porta ... toc ... toc ... toc ...
Vós partireis agora ?
Eles partem de trem.
Eu nadei no mar.
Tu nadaste na piscina !
Papai vendeu o carro.
Nós vendemos maçãs na feira ontem.
Vós partistes o bolo ?
Os jovens partiram o ovo de chocolate.
Amanhã, eu partirei para Roma.
Tu partirás a torta ?
Ele nadará na piscina do clube.
Nós nadaremos na competição.
Vós vendereis a casa !
Papai e mamãe venderão revistas numa loja.

1o pessoa, singular, presente
2o pessoa, singular, presente
3o pessoa, singular, presente
1o pessoa, plural, presente
2o pessoa, plural, presente
3o pessoa, plural, presente
1o pessoa, singular, passado
2o pessoa, singular, passado
3o pessoa, singular, passado
1o pessoa, plural, passado
2o pessoa, plural, passado
3o pessoa, plural, passado
1o pessoa, singular, futuro
2o pessoa, singular, futuro
3o pessoa, singular, futuro
1o pessoa, plural, futuro
2o pessoa, plural, futuro
3o pessoa, plural, futuro

Note que cada frase corresponde a um tempo de verbo.
O objetivo é, com as fichas viradas para baixo, achar o par correto: frase e tempo de verbo. Ou seja, o velho jogo de memória.
Dicas1 - Para que o jogo funcione melhor, divida a turma em grupos pequenos - quatro jogadores é o ideal.

2 - Peça que todos anotem os pares de frases nos cadernos.

3 - Explore as possibilidades do jogo. Por exemplo, no caso dos verbos, você ainda pode pedir para os alunos passarem as frases do singular para o plural, e vice versa; para desenvolverem um texto a partir de uma das frases; e muito mais.
O INDIZÍVEL
A LUTA PELA EXPRESSÃO
Antônio Soares Amora

Quando dizemos que conteúdo e forma são concomitantes e indissolúveis em nosso espírito, não estamos a pensar em certos mistérios da vida afetiva.
Um exame de consciência, uma auto-observação cuidadosa, revela-nos, na vida sentimental, por exemplo, fatos desta natureza: experimentamos emoções, sentimos profundamente certos estados anímicos - e não encontramos meios para os definir. Não é porventura freqüente o caso de simpatias e antipatias involuntárias? Quantas vezes não simpatizamos com uma pessoa, sem nenhuma razão, sem nenhum motivo, sem que nada tenha feito essa pessoa para receber nossa simpatia.
Em casos como este temos consciência de nosso estado de simpatia - mas não sabemos explicá-lo, nem defini-lo. É um estado bem vivo em nós - e no entanto indefinível, ou indizível.
Muito mais que o homem comum, o artista, vivendo mais intensamente a vida afetiva, sente esse indizível dentro de si. E sua maior angústia espiritual é encontrar a expressão para essa realidade visceralmente sentida, mas incompreendida. O drama do artista é sempre a "luta pela expressão". E quando o artista consegue vencer a impotência expressiva, e alguma cousa dizer das infinitas e misteriosas ressonâncias de seu mundo interior - essa alguma cousa é sempre muito pouco em face do que ficou incompreendido. Uma obra literária, em face do indizível que ficou na alma do artista é, como diz Bergson, "franja residual" do oceano infinito e inquieto das emoções.
O progresso da linguagem e da experiência humana é ininterrupto, suas conquistas são permanentes; mas o mistério da vida é infinito, e a arte há de sempre lutar com o indizível.

1) "Quando dizemos que conteúdo e forma são concomitantes e indissolúveis em nosso espírito (...)" São concomitantes e indissolúveis porque

a) a palavra e a forma é que dão vida ao pensamento.
b) a essência precede a palavra e juntos formam o pensamento.
c) o assunto e a palavra nascem ao mesmo tempo e não há como separar um do outro.
d) a forma, posterior ao pensamento, serve de veículo para que ele chegue até nós.
e) o pensamento, depois de formulado, liga-se à palavra e juntos formam a mensagem.

2) "(...) sentimos profundamente certos estados anímicos (...)"
Estados anímicos são estados de

a) vontade.
b) expressão.
c) pensamento.
d) comportamento.
e) alma.

3) Dentre os trechos abaixo, o único que NÃO apresenta o mesmo tema do texto de Antônio Soares Amora é:

a) "Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!"

b) "O pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A Forma, espessa e fria, é um sepulcro de neve...
E a Palavra pesada abafa a Idéia leve
Que, perfume e clarão, refulgia e voava."

c) "Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! quem há-de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge à mão que se levanta?
E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?!"

d) " - Como são lindos os teus grandes versos!
Que colorido humano! que profundo
Sentido e que harmonia generosa
Encerra, nos seus símbolos diversos! ... "

e) "Prende a idéia fugaz; doma a rima bravia;
Trabalha ... E a obra, por fim, resplandece acabada:
"Mundo, que as minhas mãos arrancaram do nada!"
"Filha do meu trabalho! ergue-te à luz do dia!"
"Posso agora morrer, porque vives!" E o poeta
Pensa que vai cair, exausto, ao pé de um mundo,
E cai - vaidade humana! - ao pé de um grão de areia..."

4) "(...) realidade visceralmente sentida (...)"
A palavra "visceralmente" quer dizer de modo

a) profundo.
b) moderado.
c) perfeito.
d) completo.
e) apaixonado.

Obs- Caso queira o gabarito, favor enviar email para mim.

Receita de dona Cassilda!!!

Dona Cassilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução..
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas....
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica..
Depois me pediu para anotar:
Como manter-se jovem:
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2.
Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda
sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie
mais as pequenas coisas
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando
as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra, chore e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.


7. Rodeie-se
das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.


8. Tome
cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a..
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la , procure ajuda
.


9.
Não faça viagens de culpa.. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.

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Uma atividade legal para aplicar com os alunos do ensino fundamental I