Pais Maus.
Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a
lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
Eu os amei o suficiente para ter perguntado: "Onde vão, com quem vão e a que horas regressarão".
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio, e fazer com que eles soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia. Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé duas horas junto deles, enquanto limpavam o quarto: tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los ver além do amor que eu sentia por eles, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que poderiam me odiar por isso - e em alguns momentos até me odiaram.
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Um dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, meus filhos vão lhes dizer, quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má: "Sim... Nossa mãe era má! Era a mãe mais má do mundo..."As outras crianças bebiam refrigerantes, comiam batatas fritas e sorvete no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
Ela insistia em saber onde nós estávamos a toda hora - tocava nosso celular de madrugada. Era quase uma prisão; mamãe tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que eles faziam.
Ela insistia sempre conosco para lhe dizermos a verdade, e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela até conseguia ler nossos pensamentos.
Enquanto todos podiam voltar tarde à noite com12, 13 anos, nós tivemos de esperar pelos 16 para chegar mais tarde, e aquela "chata" levantava para saber se a festa foi boa - só para ver como estávamos ao voltar.
Por causa de mãe, nós perdemos algumas experiências da adolescência. Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubos, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o nosso melhor para sermos "Pais Maus", tal como a nossa mãe foi.
Autor desconhecido.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Romeu e Julieta, de William Shakespeare
Romeu e Julieta, escrito há mais de 400 anos, é uma das mais importantes obras de William Shakespeare, ao lado de Hamlet, e é, de suas peças, seguramente a mais encenada em toda história da humanidade. A peça narra uma tragédia, a história de amor entre dois jovens de famílias rivais, os Montecchio e os Capuleto. Seu título original é The Most Excellent and Lamentable Tragedy of Romeo and Juliet.
A trama de Romeu e Julieta, primeira grande tragédia de Shakespeare, é baseada em fatos ocorridos na própria cidade de Verona. Outros escritores, antes do bardo inglês, criaram enredos inspirados no destino dos dois jovens amantes que viveram um amor proibido de desfecho trágico devido à rivalidade das famílias Montechcchio (de Verona) e Capuleto (de Cremona). Mas nenhuma versão se compara à de Shakespeare que transformou uma história, aparentemente corriqueira em termos literários, numa obra-prima de dimensão universal.
Contexto histórico
A Dinastia Tudor teve grande importância no governo da Inglaterra nos séculos XV e XVI. Durante o reinado de Henrique VIII instaurou-se o Absolutismo e o Anglicanismo, transformando o soberano num monarca único, divino e centralizador. Por isso o seu reinado teve grande destaque.
Seu poder limitou a atuação da nobreza, que se enfraqueceu devido às mortes ocorridas durante as Guerras dos Cem Anos e das Duas Rosas. A nobreza, até aquele momento, dispunha dos poderes estabelecidos pela Magna Carta (1215), que restringia a atuação de João Sem Terra, líder de uma Inglaterra feudal em decadência.
Em 1337, por questões políticas que envolviam a sucessão real na França, a disputa pelo comércio em Flandres e a aliança Franco-Escocesa, começou a Guerra dos Cem Anos, o mais longo conflito medieval entre França e Inglaterra com duração de aproximadamente 115 anos, indo até 1453.
Em seguida, com a vitória dos franceses, houve como conseqüência uma guerra civil envolvendo os Lancaster e York, as duas famílias inglesas de maior destaque na época, sem que nenhuma delas assumisse a culpa da derrota. Com a Guerra das Duas Rosas, mais uma vez, o número de integrantes da nobreza diminuiu consideravelmente, facilitando dessa maneira a ascensão e o fortalecimento do rei.
Romeu e Julieta reflete a situação política e social do período.
Escalus, o Príncipe de Verona, é o mediador entre as famílias de Romeu e Julieta, tentando estabelecer a ordem por meio de seu poder. Tem livre arbítrio para decidir entre o bem e o mal, independente da opinião alheia, já que foi escolhido por Deus.
O príncipe é uma figura que retrata a força política do rei na época Tudor. A peça mostra um perfil em que ele, embora pacificador, possui autoridade o bastante para ditar as regras que vigoram em Verona.
Sua postura é distante do povo justamente para manter sua posição superior perante seus súditos; sua linguagem é semelhante à de um membro do clero, sempre citando palavras ligadas a religião, como "perdão", "sangue irmão", "paz", palavras fortes e convincentes que impõem controle e obediência.
A Religião do Amor era uma crença que estava acima de tudo e até mesmo da religião cristã, rompendo padrões da Igreja, constituindo seus próprios parâmetros, santos e mártires e tomando dimensões infinitas ao longo da peça.
Possui diferentes visões do bem e do mal, e esse mesmo amor gera a guerra e se torna doentio devido à paixão que toma conta dos corações dos amantes. Ou seja, um amor que vale tudo, satisfazendo os que nele estão envolvidos.
Esse sentimento recebeu várias nuanças de acordo com as diferentes situações: o amor que Romeu sentiu por Rosalina, diferente do sentimento que Romeu sentiu por Julieta (e vice-versa), o amor de Mercúcio por Romeu, o amor de Teobaldo em defesa da honra da família, o conceito de amor e casamento que a Ama possui, a visão cínica de Mercúcio em relação a esse amor.
Num primeiro momento, o amor entre dois jovens surgiu nas personagens de Romeu e Rosalina. Supostamente apaixonado por sua musa, Romeu falava muito de si mesmo, tinha o amor como algo destrutivo e melancólico por não ser correspondido. Também falava desse amor por frases feitas.
Romeu tinha devoção por Rosalina. Sua fala reflete o amor cortês típico da Idade Média: a dama era distante, orgulhosa, arrogante e cruel, arrasando o coração de seu admirador. (Ato I, cena 1).
O principal tema da peça acontece entre os protagonistas quando o "Deus do Amor" arrebata os dois adolescentes e os leva para uma outra dimensão da realidade. O ato de apaixonar-se é involuntário e instantâneo, não é gradual.
O amor que Romeu sentiu por Julieta é o mais autêntico. Julieta amadureceu com o Amor: de menina resguardada tornou-se mulher para enfrentar tudo e todos. Frei Lourenço percebeu a transformação dos dois em adultos e os ajudava. Romeu e Julieta se descobriramm e se propuseram a lutar contra os obstáculos que surgissem para nunca mais se separarem.
A linguagem utilizada para comunicação entre os amantes é religiosa. A senhora era a 'santa', o 'deus' invocado com tantas preces era o Cupido ou Eros, 'ateus' eram aqueles que não acreditavam na convenção, e 'hereges' os que não seguiam as regras (Ato I, cena V).
Na famosa cena do balcão os amantes não se tocaram; se encontraram e distanciaram várias vezes. O amor entre Romeu e Julieta era mútuo, mas a qualidade de cada um era distinta. Usavam diferentes epítetos, imagens e sentimentos: Romeu falava da luz e do céu, Julieta falava da rosa e da perfeição.
Além dos grandes contrastes entre as imagens invocadas pelos dois, a simplicidade e repetição do vocabulário de Julieta entraram em choque com a complexidade das palavras de Romeu.
As palavras 'ornamentadas' que ele usou são contrabalançadas pelas respostas simples e pela ação de Julieta em descansar seu rosto sobre a mão; ainda assim, quando ele a chamava de 'dear saint', ele estava, por um momento, tão simples no vocabulário quanto Julieta.
Romeu sentia necessidade de jurar seu amor a um elemento da natureza, escolhendo assim a lua. Julieta, por ser racional, discordou, dizendo que a lua é inconstante, diferente de seu amor infinito e portanto pediu que jurasse por si mesmo, personagem do amor no qual ela acreditava (Ato II, cena II).
O tema do amor está ligado à morte violenta. Romeu e Julieta traziam dentro de si um dilema: ou embarcam na ilusão do amor sem medir as conseqüências, ou voltam à realidade.
Vale a pena ressaltar o contraste do Amor e da Morte, do Dia e da Noite: as grandes cenas de amor ocorreram à noite (cena do balcão, noite de núpcias, morte do casal). A luz representava a realidade a ser encarada pelos amantes. Como era impossível encarar os fatos, a melhor solução que encontraram foi a morte, pois assim continuariam juntos num outro plano.
Não existem pessoas culpadas e sim situações causadoras desse conflito, como, por exemplo, a inimizade das famílias e a fatalidade de alguns acontecimentos inesperados. E a astrologia fezz parte de um infeliz encadeamento de eventos que atuou contra os amantes (Ato I, Prólogo).
O amor entre homens era uma prática comum, sendo desinteressado e assexual, sem conotação de homossexualidade. A amizade masculina estava acima do amor entre homens e mulheres. No caso de Mercúcio, esse amor era 'diferente': ele tinha ciúmes de Romeu, zombando de seu sentimento em relação a Rosalina. (Ato II, cena I)
Em Romeu e Julieta, tudo o que Julieta fez era direcionado para o bem, para a felicidade. Lutou por propósitos que permeiavam seu coração e os meios de que se utilizou traduziu a intenção ante a situação em que vivia. Nunca foi preciso matar para alcançar seu objetivo. As mortes na peça nunca ocorreram para prejudicar alguém. A história será sempre marcada pelo amor de dois jovens que morrem em busca da felicidade eterna. Julieta é determinada porque seu companheiro não tem poder ativo. No caso de Romeu e Julieta, as decisões foram sempre tomadas pela jovem idealista. Romeu estava sempre procurando uma saída que estava fora de seu alcance.
O poder pode trazer coisas boas e ruins, felicidade e infelicidade. No caso de Julieta, o poder trouxe-lhe um pouco de felicidade e de realizações. A morte, nesse caso, foi a única solução encontrada.
Julieta é possuidora de uma força desmedida, o que nos faz concluir que o poder de comando de uma mulher pode ser crucial na hora de uma decisão.
Personagens
Escalo: Príncipe de Verona.
Páris: jovem nobre, parente do príncipe.
Montecchio: chefe de uma das casa rivais.
Capuleto: chefe de uma das casa rivais. Um tio de Capuleto.
Romeu: filho de Montecchio.
Mercúcio: parente do príncipe,(amigo de Romeu).
Benvólio: sobrinho de Montecchio,(amigo de Romeu).
Tebaldo: sobrinho da senhora Capuleto.
Frei Lourenço: franciscano. Representava um guia espiritual da Religião Cristã, mas na verdade era um defensor da Religião do Amor, procurando sempre aconselhar e incentivar os protagonistas a ficarem juntos.
Frei João: da mesma Ordem.
Baltasar: criado de Romeu.
Sansão: criado de Capuleto.
Gregório: criado de Capuleto.
Pedro: criado da ama de Julieta.
Abraão: criado de Montecchio.
Um boticário.
Três músicos.
Pajem de Mercúcio; pajem de Párís; outro pajem; o oficial.
Senhora Montecchio: esposa de Montecchio.
Senhora Capuleto:, esposa de Capuleto.
Julieta: filha de Capuleto.
Ama de Julieta.
Coro.
Estrutura e enredo
A peça é dividida em cinco atos atos.
O enredo passa-se em Verona, Itália, por volta do ano 1500 e narra o amor de um casal de jovens (Romeu e Julieta), que apesar de serem provenientes de famílias rivais, se apaixonam. Nesta história as lutas de espada, o disfarce, os equívocos, a tragédia, o humor e a linguagem da paixão simbolizam, no seu conjunto, o amor verdadeiro.
Duas poderosas famílias (os Montecchio e os Capuleto) são inimigas há muitos anos. O velho Capuleto, pai de Julieta, dá uma grande festa para a qual convida todos os amigos da família. Como é evidente, os Montecchio não fazem parte da lista de convidados. Entretanto, Romeu Montecchio que andava interessado em Rosaline, uma jovem que foi convidada para a festa, arranja um plano para poder vê-la durante a festa. Assim, Romeu entra disfarçado na casa dos inimigos da sua família. Já lá dentro, a sua atenção se volta para Julieta, e não para Rosaline. Apaixona-se de imediato e fica muito desiludido quando sabe que Julieta é uma Capuleto. Romeu também não passa despercebido por Julieta, mas ela não sabe que ele é um Montecchio. Mais tarde, depois de descobrir que o jovem por quem está apaixonada faz parte da família inimiga, Julieta vai para a varanda e conta às estrelas que tem um amor proibido. Romeu, escondido em uns arbustos por baixo da varanda, ouve as confissões de Julieta e não resiste. Apresenta-se a ela e diz-lhe que também está apaixonado.
Com a ajuda de um amigo de Romeu – Frei Lourenço-, os dois se casam secretamente no dia seguinte.
O clérigo fez de tudo para auxiliar o casal, nem que para isso tivesse que contrariar os princípios da Igreja, pois acreditava que esse amor era mais importante que tudo. Rompeu os limites da obediência e da santidade de seu ofício quando sugeriu a Julieta a simulação do suicídio a fim de dar um final feliz ao desenlace dos dois amantes. Tanto as ervas preparadas pelo padre quanto o veneno comprado do boticário e utilizado por Romeu acabaram tendo duas finalidades: atenuaram uma situação de sofrimento. Porém, devido a uma série de mal-entendidos, levaram à morte de Romeu e Julieta. O desfecho esperado pelos dois não se concretizou por uma seqüência de acontecimentos inusitados. Os princípios da Religião Cristã chocaram-se com os princípios da Religião do Amor, uma vez que foi necessária a morte de uma crença para que a outra vivesse, apesar de ambas buscarem um objetivo em comum: a felicidade do amor pleno, superando todas as barreiras do mundo material.
No dia do casamento dois amigos de Romeu, Benvolio e Mercúcio, passeiam pelas ruas de Verona e encontram-se com Tebaldo, primo de Julieta. Tebaldo, que ouvira dizer que Romeu tinha estado presente na casa de seus tios, andava à procura deste para se vingar e discute com os amigos de Romeu. Entretanto Romeu aparece e faz perceber que não quer se meter em brigas. Porém, os seus amigos não percebem a atitude de Romeu, e Mercuito resolve defender a honra do amigo, e começa um duelo com Tebaldo. Mercuito cai por terra, morto. Romeu vinga o seu amigo matando Tebaldo com um golpe de espada. Este golpe faz com que Romeu seja ainda mais odiado pelos Capuleto.
O príncipe de Verona expulsa Romeu da cidade, que se vê forçado a deixar Julieta, que sofre muito com toda esta história. O pai de Julieta, que não sabia do seu casamento com Romeu, resolve casá-la com um jovem chamado Páris. Desesperada, Julieta pede ajuda a Frei Lourenço, que a aconselha a concordar com o casamento. Diz-lhe que na manhã do casamento Julieta deverá beber uma poção que ele mesmo vai preparar. A poção fará com que Julieta pareça morta e ela será levada para o jazigo de família dos Capuleto. Então o Frei mandaria Romeu ter com ela para a salvar. Julieta faz tudo o que o Frei manda e é deixada no jazigo, tal como estava previsto. Antes que o Frei pudesse falar com Romeu, este ouve a notícia da morte de Julieta. Desfeito de dor, Romeu compra um frasco de veneno e vai até ao jazigo onde se encontra Julieta para morrer ao lado da sua amada. À porta do jazigo encontra Páris e é forçado a lutar com ele, acabando por matá-lo, pois nada o poderia deter de se juntar à amada. Já dentro do jazigo, Romeu bebe o veneno e morre ao lado de Julieta. Momentos depois, Julieta acorda e vê a seu lado, o corpo morto de seu marido. O Frei entra e conta a Julieta o que se passou. Inesperadamente, Julieta pega o punhal de Romeu e mata-se, pois já não tem motivos para viver.
A tragédia tem um grande impacto nos Montecchio e nos Capuleto. As duas famílias, magoadas com a morte dos seus dois únicos descendentes, decidem nunca mais lutar e fazem as pazes.
Fonte: http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/r/romeu_e_julieta
William Shakespeare - Biografia e obras
Quem foi
Shakespeare é considerado um dos mais importantes dramaturgos e escritores de todos os tempos. Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permaneceram vivas até os dias de hoje, onde são retratadas freqüentemente pelo teatro, televisão, cinema e literatura.
Biografia e obras
Nasceu em 23 de abril de 1564, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon. Nesta região começa seus estudos e já demonstra grande interesse pela literatura e pela escrita. Com 18 anos de idade casou-se com Anne Hathaway e, com ela, teve três filhos. No ano de 1591 foi morar na cidade de Londres, em busca de oportunidades na área cultural. Começa escrever sua primeira peça, Comédia dos Erros, no ano de 1590 e termina quatro anos depois. Nesta época escreveu aproximadamente 150 sonetos.
Embora seus sonetos sejam até hoje considerados os mais lindos de todos os tempos, foi na dramaturgia que ganhou destaque. No ano de 1594, entrou para a Companhia de Teatro de Lord Chamberlain, que possuía um excelente teatro em Londres. Neste período, o contexto histórico favorecia o desenvolvimento cultural e artístico, pois a Inglaterra vivia os tempos de ouro sob o reinado da rainha Elisabeth I. O teatro deste período, conhecido como teatro elisabetano, foi de grande importância. Escreveu tragédias, dramas históricos e comédias que marcam até os dias de hoje o cenário teatral.
Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.
No ano de 1610, retornou para Stratford, sua cidade natal, local onde escreveu sua última peça, A Tempestade, terminada somente em 1613. Em 23 de abril de 1616 faleceu o maior dramaturgo de todos os tempos, de causa ainda não identificada pelos historiadores.
Principais obras :
- Comédias: O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade.
- Tragédias: Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet.
- Dramas Históricos: Henrique IV, Ricardo III, Henrique V, Henrique VIII.
Frases de Shakespeare:
- "Dê a todos seus ouvidos, mas a poucos a sua voz."
- "Antes ter um epitáfio ruim do que a maledicência durante toda a vida."
- "Ser, ou não ser, eis a questão."
- "Sem ser provada, a paciência dura".
- "As mais lindas jóias, sem defeito, com o uso o encanto perdem".
- "Pobre é o amor que pode ser contado".
- "Nada me faz tão feliz quanto possuir um coração que não se esquece de seus amigos".
Respondam:
1- você conhece algum caso assim, de namoro ou casamento que tenha sido feito contra vontade dos pais? O que aconteceu? Qual foi a solução encontrada?
2- E Se Romeu e Julieta não tivessem morrido, o que poderia ter acontecido?
3- Haveria outra saída que não a morte? Como? Qual?
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Os Miseráveis - Victor Hugo
Sinopse- Os Miseráveis - Victor Hugo
Após cumprir 19 anos de prisão com trabalhos forçados por ter roubado comida, Jean Valjean é acolhido por um gentil bispo, que lhe dá comida e abrigo.
Mas havia tanto rancor na sua alma que no meio da noite ele rouba a prataria e agride seu benfeitor, mas quando Valjean é preso pela polícia com toda aquela prata ele é levado até o bispo, que confirma a história de lhe ter dado a prataria e ainda pergunta por qual motivo ele esqueceu os castiçais, que devem valer pelo menos dois mil francos.
Este gesto extremamente nobre do religioso devolve a fé que aquele homem amargurado tinha perdido.
Após nove anos ele se torna prefeito e principal empresário em uma pequena cidade, mas sua paz acaba quando Javert, um guarda da prisão que segue a lei inflexivelmente, tem praticamente certeza de que o prefeito é o ex-prisioneiro que nunca se apresentou para cumprir as exigências do livramento condicional.
A penalidade para esta falta é prisão perpétua, mas ele não consegue provar que o prefeito e Jean Valjean são a mesma pessoa.
Neste meio tempo uma das empregadas de Valjean (que tem uma filha que é cuidada por terceiros) é despedida, se vê obrigada a se prostituir e é presa.
Seu ex-patrão descobre o que acontecera, usa sua autoridade para libertá-la e a acolhe em sua casa, pois ela está muito doente.
Sentindo que ela pode morrer ele promete cuidar da filha, mas antes de pegar a criança sente-se obrigado a revelar sua identidade para evitar que um prisioneiro, que acreditavam ser ele, não fosse preso no seu lugar.
Deste momento em diante Javert volta a perseguí-lo, a mãe da menina morre mas sua filha é resgatada por Valjean, que foge com a menina enquanto é perseguido através dos anos pelo implacável Javert.
Contexto Histórico: A França no século XVIII
A situação da França no século XVIII era de extrema injustiça social na época do Antigo Regime. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza.
A França era um país absolutista nesta época. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na Bastilha (prisão política da monarquia) ou condenados à guilhotina.
A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores, camponeses e burguesia) que, como já dissemos, sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.
A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho.
Revolução Francesa (14/07/1789)
A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.
O lema dos revolucionários era “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.
Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793. O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.
No mês de agosto de 1789, a Assembléia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.
A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. A Revolução Francesa também influenciou, com seus ideais iluministas, a independência de alguns países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.
Sugestão de atividades que podem ser trabalhadas com o romance
Após a leitura e análise da obra sugiro passar para os alunos o filme "Os Miseráveis".
Oura atividade é uma relação de perguntas relacionadas à obra. Trabalhar a temática, o contexto histórico e social do livro, entre outras.
1- Faça um pequeno resumo da biografia do autor.
2- Um pequeno resumo do enredo de “Os miseráveis”.
3- Comente a relação que os personagens abaixo tinham com JEAN VALJEAN, o personagem principal:
a- Fantine : _____________________________________________________________________
b- Cosette : _____________________________________________________________________
c- Thénardier : _____________________________________________________________________
d- Marius : _____________________________________________________________________
e- Inspetor Javert : _____________________________________________________________________
4. Que fato levou o Jean Valjean para a cadeia? ______________________________________
5 Quem foi Monsenhor Benvindo? Comente a atitude do Monsenhor Benvido. Foi justa? Por quê?
6. Qual o fim do inspetor javert? ________________________________________________
7.Em que país passa-se a história?________________________
8. Qual o período da humanidade está inserido na história?
09. Quem era tio Madeleine?
10. O que aconteceu com Champmathieu?
11.De quem é a obra "Os miseráveis"?
12. O que no livro chamou mais sua atenção
13.O que foi a Revolução Francesa? Quais as mudanças causadas na Europa devido a este acontecimento?
14. Quais os temas abordados na obra (exemplo: pobreza, injustiça social, solidariedade, leis, etc.). Você identifica estes mesmos problemas no dia de hoje? Comente.
Após cumprir 19 anos de prisão com trabalhos forçados por ter roubado comida, Jean Valjean é acolhido por um gentil bispo, que lhe dá comida e abrigo.
Mas havia tanto rancor na sua alma que no meio da noite ele rouba a prataria e agride seu benfeitor, mas quando Valjean é preso pela polícia com toda aquela prata ele é levado até o bispo, que confirma a história de lhe ter dado a prataria e ainda pergunta por qual motivo ele esqueceu os castiçais, que devem valer pelo menos dois mil francos.
Este gesto extremamente nobre do religioso devolve a fé que aquele homem amargurado tinha perdido.
Após nove anos ele se torna prefeito e principal empresário em uma pequena cidade, mas sua paz acaba quando Javert, um guarda da prisão que segue a lei inflexivelmente, tem praticamente certeza de que o prefeito é o ex-prisioneiro que nunca se apresentou para cumprir as exigências do livramento condicional.
A penalidade para esta falta é prisão perpétua, mas ele não consegue provar que o prefeito e Jean Valjean são a mesma pessoa.
Neste meio tempo uma das empregadas de Valjean (que tem uma filha que é cuidada por terceiros) é despedida, se vê obrigada a se prostituir e é presa.
Seu ex-patrão descobre o que acontecera, usa sua autoridade para libertá-la e a acolhe em sua casa, pois ela está muito doente.
Sentindo que ela pode morrer ele promete cuidar da filha, mas antes de pegar a criança sente-se obrigado a revelar sua identidade para evitar que um prisioneiro, que acreditavam ser ele, não fosse preso no seu lugar.
Deste momento em diante Javert volta a perseguí-lo, a mãe da menina morre mas sua filha é resgatada por Valjean, que foge com a menina enquanto é perseguido através dos anos pelo implacável Javert.
Contexto Histórico: A França no século XVIII
A situação da França no século XVIII era de extrema injustiça social na época do Antigo Regime. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza.
A França era um país absolutista nesta época. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na Bastilha (prisão política da monarquia) ou condenados à guilhotina.
A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores, camponeses e burguesia) que, como já dissemos, sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.
A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho.
Revolução Francesa (14/07/1789)
A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.
O lema dos revolucionários era “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.
Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793. O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.
No mês de agosto de 1789, a Assembléia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.
A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. A Revolução Francesa também influenciou, com seus ideais iluministas, a independência de alguns países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.
Sugestão de atividades que podem ser trabalhadas com o romance
Após a leitura e análise da obra sugiro passar para os alunos o filme "Os Miseráveis".
Oura atividade é uma relação de perguntas relacionadas à obra. Trabalhar a temática, o contexto histórico e social do livro, entre outras.
1- Faça um pequeno resumo da biografia do autor.
2- Um pequeno resumo do enredo de “Os miseráveis”.
3- Comente a relação que os personagens abaixo tinham com JEAN VALJEAN, o personagem principal:
a- Fantine : _____________________________________________________________________
b- Cosette : _____________________________________________________________________
c- Thénardier : _____________________________________________________________________
d- Marius : _____________________________________________________________________
e- Inspetor Javert : _____________________________________________________________________
4. Que fato levou o Jean Valjean para a cadeia? ______________________________________
5 Quem foi Monsenhor Benvindo? Comente a atitude do Monsenhor Benvido. Foi justa? Por quê?
6. Qual o fim do inspetor javert? ________________________________________________
7.Em que país passa-se a história?________________________
8. Qual o período da humanidade está inserido na história?
09. Quem era tio Madeleine?
10. O que aconteceu com Champmathieu?
11.De quem é a obra "Os miseráveis"?
12. O que no livro chamou mais sua atenção
13.O que foi a Revolução Francesa? Quais as mudanças causadas na Europa devido a este acontecimento?
14. Quais os temas abordados na obra (exemplo: pobreza, injustiça social, solidariedade, leis, etc.). Você identifica estes mesmos problemas no dia de hoje? Comente.
Escola e Família: parceria necessária para o sucesso
Oficina: Escola e Família: parceria necessária para o sucesso
Selma Oliveira Mascarenhas
Antes de tudo é necessário existir a consciência, por parte do educador, de que a família é essencial no processo educativo, reconhecer as suas vantagens, refletir sobre o tipo de envolvimento e as melhores estratégias a implementar para o seu sucesso.
Como objetivo primário, é necessário levar a família a assumir um papel na realização de uma educação permanente. A conscientização de que a família é um sistema fundamental para o desenvolvimento integral da criança é essencial para que esta se predisponha a colaborar com a escola. O processo educativo deve atender à realidade de cada aluno, e para isso é necessário conversar com os pais para ter uma noção da realidade onde ele se insere.
Surge então a necessidade de intensificar o diálogo com a família. Isto implica tornar a Escola um local de trabalho agradável para todos os intervenientes, onde existam espaços de diálogo, reflexão e participação.
Essencialmente depois de atingidas estas etapas de conscientizar a família da sua importância na educação, incentivar o diálogo, e fazer da escola um local agradável, cabe construir um projeto educativo onde os pais estejam envolvidos ativamente. No entanto, a participação da família não deve cair apenas em dias comemorativos específicos, qualquer dia, é dia para que o pai possa ir à escola nem que seja para contar uma historia.
A escola deve utilizar todas as oportunidades de contato com os pais para passar informações relevantes sobre seus objetivos, recursos, problemas e também sobre as questões pedagógicas. Só assim eles vão se sentir comprometidos com a melhoria da qualidade escolar.
Tenha claro que é direito dos responsáveis pelos estudantes opinar, fazer sugestões e participar de decisões sobre questões administrativas e pedagógicas da escola.
Para que as reuniões tenham quórum, é preciso ter objetivos bem definidos e conhecer as famílias e a comunidade em que a escola está inserida. Planejamento é essencial. Reflita sobre os preconceitos e as discriminações existentes na escola. Não é necessariamente o grau de instrução do pai e da mãe que motiva uma criança ou um adolescente a estudar, mas o interesse em participar de suas lições de casa e da vida escolar. Não parta do princípio de que a família precisa ser ajudada pela escola e sim de que a escola precisa dela.
Algumas sugestões para envolver a família na escola:
1) Sugestões de atividades:
• “Hora do Conto”: divida os pais convidados em pequenos grupos para que se revezem na contação de histórias para crianças. Crie um ambiente agradável (pode ser na biblioteca ou ao ar livre). Ao final, deixe papel, lápis e canetas coloridas para que participantes expressem o que ouviram através de desenhos.
• Gincana “Pais & Filhos”: times formados por pais e filhos (duplas) com diversas brincadeiras, incluindo: adivinhação (através de desenho ou mímica), soletração, entre outras. Quanto mais atividades envolvendo aprendizagem, melhor. (ex: matemática, ciências, etc).
• Oficina de reciclagem: promova uma palestra sobre o tema, com dicas para que alunos e familiares possam adotar medidas simples de reduzir o lixo na escola e nas suas residências. Ao final, com a participação de todos, podem ser montados alguns aquecedores de água com garrafas pet. Além disso, pode convidar os pais para contar o que fazem em casa.
• Caso a escola fique próxima de um rio e ele apresente sinais de degradação,
organize atividades de mobilização para chamar a atenção da comunidade para o problema.
• Estimule seus alunos a pesquisar, através de fotos, relatos ou outros materiais (p.ex., jornais de bairro), fatos que ajudem a reconstruir a história do rio e a forma como a comunidade se relaciona com ele.
• Convide um funcionário de companhia de limpeza para que ele vá até a escola e converse com pais e alunos sobre a importância de manter o rio limpo, como também explique os problemas causados pela poluição.
• Organize um ato simbólico – um “Abraço ao Rio”, com a presença dos alunos e responsáveis, para mostrar o desejo coletivo de mudança.
• Divulgue o trabalho em rádios e jornais comunitários.
• Promover com o apoio dos professores de educação física uma sessão de atividades físicas para pais e responsáveis, como forma de mostrar que atitudes simples de nosso cotidiano, como, p.ex., deixar o carro em casa e ir para determinado local caminhando ou de bicicleta, pode ajudar a diminuir a degradação do meio ambiente. Além disso, a ação pode servir também como forma de incentivar a prática de atividades esportivas, importantes para uma melhor qualidade de vida.
• “Giro pela escola”: alunos - com apoio da direção, professores e voluntários -, levam os pais para uma visita pela escola, mostrando o ambiente em que estudam, se divertem, o que estão aprendendo e outras atividades (extracurriculares) desenvolvidas na escola (se houver).
• Peça a ajuda dos pais para auxiliar os alunos na montagem de peças teatrais, nas quais sejam discutidas questões próprias do cotidiano da escola. Além disso, as representações podem retratar também o comportamento usual dos responsáveis e o comportamento desejado (esse seria uma forma de passar, com uma linguagem artística, a mensagem sobre a importância de uma maior participação da família).
• Convidar pais e avós de alunos para um bate-papo sobre as brincadeiras infantis do passado, como peão, bola de gude, amarelinha, entre outras, reproduzindo tais brincadeiras.
• Preparar uma reunião com crianças e alunos para levantar sugestões para a escola (alunos serão os relatores à comunidade escolar às famílias presentes).
• “Prestação de contas”: escola apresenta painel aos pais com dados sobre IDEB (avanços, como melhorar, etc.).
• Criar atividades para verificar se os pais sabem como os filhos estão aprendendo (p.ex. propor um game para os pais e responsáveis, onde será perguntado a eles se sabem o que é o IDEB e qual a nota da escola, se acompanham o dever de casa dos filhos, bem como suas notas, se participam das reuniões, entre outras questões).
2) Sugestões de atividades especiais:
• “Festival de Arte”: convide os pais “talentosos” e organize um festival de artes com os alunos, explorando os elementos culturais da localidade – música, artesanato, dança, culinária. Para essa ocasião podem também ser buscados parceiros locais – como, por exemplo, companhia de dança e teatro locais.
• Aproveite a habilidade de alguns pais (aquela mãe que é conhecida por cozinhar bem, o pai que toca violão, a vovó que sabe bordar muito bem), para que eles participem da data, fazendo alguma apresentação e/ou oficina.
• Propor uma pesquisa da identidade cultural e familiar de cada aluno. História da família, profissões, credo, onde e em que condições vivem, os aspectos positivos (atitudes criativas, de solidariedade, de união etc.) e negativos (violência intrafamiliar, alcoolismo, desemprego etc.), os momentos de transformação e mudança na família, a relação da família e da comunidade com a escola. Com esse material, pode-se organizar uma apresentação, preparada pelos alunos para os pais, fazendo um grande resgate da história da comunidade e de sua forma de relacionamento com a escola.
• Criar uma campanha de mobilização para valorização da escola, com a confecção de cartazes e faixas, pelos alunos e familiares, para serem afixados nos murais e no muro externo da escola. Podem ser produzidos também pequenos folhetos para serem distribuídos aos pais.
• A culminância dessa campanha pode ser um convite aos pais e responsáveis para que participem das atividades da escola e possam, dessa forma, conhecer melhor os profissionais e a instituição de ensino de seu filho.
• Organizar palestras para os pais e responsáveis. As temáticas abordadas podem ser relacionadas diretamente a participação da família no cotidiano escolar das crianças, ou ainda discorrer sobre aspectos que, embora não diretamente vinculado, também são importantes para um satisfatório desempenho escolar, como, por exemplo, saúde, hábitos de higiene, relacionamento intrafamiliar etc.
• As palestras poderão ser ministradas por professores da própria escola, ou por voluntários – profissionais da área de saúde, entre outros.
• Preparar um dia de atividades físicas, com o apoio de parceiros locais – p.ex. clubes e academias –, buscando integrar pais e filhos, com campeonatos de vôlei, basquete, futsal e handebol, ou com oficinas de ginástica e capoeira. Essas atividades podem ser desenvolvidas na escola, ou ainda utilizar instalações públicas e/ou clubes da redondeza.
• Organizar, conforme disponibilidade, uma série de oficinas para serem oferecidas a comunidade, com o apoio de professores, voluntários e parceiros locais. Podem ser realizadas oficinas de noções básicas de informática, artesanato (com foco em geração de renda), culinária, noções de responsabilidades e limites, entre outros.
• Saúde: apresentar problemas diagnosticados pela escola e trazer especialistas para debate
• Convidar um nutricionista para fazer uma oficina para os pais e responsáveis, para melhor aproveitamento de verduras e legumes.
• Organizar um evento alegre e festivo, com a participação de pais, professores, alunos e pessoas da comunidade, no qual todos são convidados a plantar mudas de árvores nativas nas dependências da escola, caso haja espaço, e/ou também nos seus arredores.
Referências bibliográficas
Revista Nova Escola
SUGESTÕES DE LIVROS
GUIA PARA PREVENIR ABUSO SEXUAL
GUIA ESCOLAR-
O ABUSO SEXUAL DA CRIANÇA. UMA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR- Timan Furniss. Ed artes Médicas
O FIM DO SILÊNCIO NA VIOLÊNCIA FAMILIAR
Dalka Ferrari e Tereza Vecina. Ed. Ágora
CRIANÇAS VITIMIZADAS: A SÍNDROME DO PEQUENO PODER – Maria Amélia Azevedo e Viviane Nogueira Guerra. Ed. Iglu.
FILMES:
MENINOS DE RUA
UM SONHO POSSÍVEL;
UM AMOR PARA RECORDAR;
MALDITO CORAÇÃO;
A EXCÊNTRICA FAMÍLIA DE ANTÔNIA
ABUSO SEXUAL;
MARCAS DO SILÊNCIO;
EU EXISTO;
PRECIOSA.
Selma Oliveira Mascarenhas
Antes de tudo é necessário existir a consciência, por parte do educador, de que a família é essencial no processo educativo, reconhecer as suas vantagens, refletir sobre o tipo de envolvimento e as melhores estratégias a implementar para o seu sucesso.
Como objetivo primário, é necessário levar a família a assumir um papel na realização de uma educação permanente. A conscientização de que a família é um sistema fundamental para o desenvolvimento integral da criança é essencial para que esta se predisponha a colaborar com a escola. O processo educativo deve atender à realidade de cada aluno, e para isso é necessário conversar com os pais para ter uma noção da realidade onde ele se insere.
Surge então a necessidade de intensificar o diálogo com a família. Isto implica tornar a Escola um local de trabalho agradável para todos os intervenientes, onde existam espaços de diálogo, reflexão e participação.
Essencialmente depois de atingidas estas etapas de conscientizar a família da sua importância na educação, incentivar o diálogo, e fazer da escola um local agradável, cabe construir um projeto educativo onde os pais estejam envolvidos ativamente. No entanto, a participação da família não deve cair apenas em dias comemorativos específicos, qualquer dia, é dia para que o pai possa ir à escola nem que seja para contar uma historia.
A escola deve utilizar todas as oportunidades de contato com os pais para passar informações relevantes sobre seus objetivos, recursos, problemas e também sobre as questões pedagógicas. Só assim eles vão se sentir comprometidos com a melhoria da qualidade escolar.
Tenha claro que é direito dos responsáveis pelos estudantes opinar, fazer sugestões e participar de decisões sobre questões administrativas e pedagógicas da escola.
Para que as reuniões tenham quórum, é preciso ter objetivos bem definidos e conhecer as famílias e a comunidade em que a escola está inserida. Planejamento é essencial. Reflita sobre os preconceitos e as discriminações existentes na escola. Não é necessariamente o grau de instrução do pai e da mãe que motiva uma criança ou um adolescente a estudar, mas o interesse em participar de suas lições de casa e da vida escolar. Não parta do princípio de que a família precisa ser ajudada pela escola e sim de que a escola precisa dela.
Algumas sugestões para envolver a família na escola:
1) Sugestões de atividades:
• “Hora do Conto”: divida os pais convidados em pequenos grupos para que se revezem na contação de histórias para crianças. Crie um ambiente agradável (pode ser na biblioteca ou ao ar livre). Ao final, deixe papel, lápis e canetas coloridas para que participantes expressem o que ouviram através de desenhos.
• Gincana “Pais & Filhos”: times formados por pais e filhos (duplas) com diversas brincadeiras, incluindo: adivinhação (através de desenho ou mímica), soletração, entre outras. Quanto mais atividades envolvendo aprendizagem, melhor. (ex: matemática, ciências, etc).
• Oficina de reciclagem: promova uma palestra sobre o tema, com dicas para que alunos e familiares possam adotar medidas simples de reduzir o lixo na escola e nas suas residências. Ao final, com a participação de todos, podem ser montados alguns aquecedores de água com garrafas pet. Além disso, pode convidar os pais para contar o que fazem em casa.
• Caso a escola fique próxima de um rio e ele apresente sinais de degradação,
organize atividades de mobilização para chamar a atenção da comunidade para o problema.
• Estimule seus alunos a pesquisar, através de fotos, relatos ou outros materiais (p.ex., jornais de bairro), fatos que ajudem a reconstruir a história do rio e a forma como a comunidade se relaciona com ele.
• Convide um funcionário de companhia de limpeza para que ele vá até a escola e converse com pais e alunos sobre a importância de manter o rio limpo, como também explique os problemas causados pela poluição.
• Organize um ato simbólico – um “Abraço ao Rio”, com a presença dos alunos e responsáveis, para mostrar o desejo coletivo de mudança.
• Divulgue o trabalho em rádios e jornais comunitários.
• Promover com o apoio dos professores de educação física uma sessão de atividades físicas para pais e responsáveis, como forma de mostrar que atitudes simples de nosso cotidiano, como, p.ex., deixar o carro em casa e ir para determinado local caminhando ou de bicicleta, pode ajudar a diminuir a degradação do meio ambiente. Além disso, a ação pode servir também como forma de incentivar a prática de atividades esportivas, importantes para uma melhor qualidade de vida.
• “Giro pela escola”: alunos - com apoio da direção, professores e voluntários -, levam os pais para uma visita pela escola, mostrando o ambiente em que estudam, se divertem, o que estão aprendendo e outras atividades (extracurriculares) desenvolvidas na escola (se houver).
• Peça a ajuda dos pais para auxiliar os alunos na montagem de peças teatrais, nas quais sejam discutidas questões próprias do cotidiano da escola. Além disso, as representações podem retratar também o comportamento usual dos responsáveis e o comportamento desejado (esse seria uma forma de passar, com uma linguagem artística, a mensagem sobre a importância de uma maior participação da família).
• Convidar pais e avós de alunos para um bate-papo sobre as brincadeiras infantis do passado, como peão, bola de gude, amarelinha, entre outras, reproduzindo tais brincadeiras.
• Preparar uma reunião com crianças e alunos para levantar sugestões para a escola (alunos serão os relatores à comunidade escolar às famílias presentes).
• “Prestação de contas”: escola apresenta painel aos pais com dados sobre IDEB (avanços, como melhorar, etc.).
• Criar atividades para verificar se os pais sabem como os filhos estão aprendendo (p.ex. propor um game para os pais e responsáveis, onde será perguntado a eles se sabem o que é o IDEB e qual a nota da escola, se acompanham o dever de casa dos filhos, bem como suas notas, se participam das reuniões, entre outras questões).
2) Sugestões de atividades especiais:
• “Festival de Arte”: convide os pais “talentosos” e organize um festival de artes com os alunos, explorando os elementos culturais da localidade – música, artesanato, dança, culinária. Para essa ocasião podem também ser buscados parceiros locais – como, por exemplo, companhia de dança e teatro locais.
• Aproveite a habilidade de alguns pais (aquela mãe que é conhecida por cozinhar bem, o pai que toca violão, a vovó que sabe bordar muito bem), para que eles participem da data, fazendo alguma apresentação e/ou oficina.
• Propor uma pesquisa da identidade cultural e familiar de cada aluno. História da família, profissões, credo, onde e em que condições vivem, os aspectos positivos (atitudes criativas, de solidariedade, de união etc.) e negativos (violência intrafamiliar, alcoolismo, desemprego etc.), os momentos de transformação e mudança na família, a relação da família e da comunidade com a escola. Com esse material, pode-se organizar uma apresentação, preparada pelos alunos para os pais, fazendo um grande resgate da história da comunidade e de sua forma de relacionamento com a escola.
• Criar uma campanha de mobilização para valorização da escola, com a confecção de cartazes e faixas, pelos alunos e familiares, para serem afixados nos murais e no muro externo da escola. Podem ser produzidos também pequenos folhetos para serem distribuídos aos pais.
• A culminância dessa campanha pode ser um convite aos pais e responsáveis para que participem das atividades da escola e possam, dessa forma, conhecer melhor os profissionais e a instituição de ensino de seu filho.
• Organizar palestras para os pais e responsáveis. As temáticas abordadas podem ser relacionadas diretamente a participação da família no cotidiano escolar das crianças, ou ainda discorrer sobre aspectos que, embora não diretamente vinculado, também são importantes para um satisfatório desempenho escolar, como, por exemplo, saúde, hábitos de higiene, relacionamento intrafamiliar etc.
• As palestras poderão ser ministradas por professores da própria escola, ou por voluntários – profissionais da área de saúde, entre outros.
• Preparar um dia de atividades físicas, com o apoio de parceiros locais – p.ex. clubes e academias –, buscando integrar pais e filhos, com campeonatos de vôlei, basquete, futsal e handebol, ou com oficinas de ginástica e capoeira. Essas atividades podem ser desenvolvidas na escola, ou ainda utilizar instalações públicas e/ou clubes da redondeza.
• Organizar, conforme disponibilidade, uma série de oficinas para serem oferecidas a comunidade, com o apoio de professores, voluntários e parceiros locais. Podem ser realizadas oficinas de noções básicas de informática, artesanato (com foco em geração de renda), culinária, noções de responsabilidades e limites, entre outros.
• Saúde: apresentar problemas diagnosticados pela escola e trazer especialistas para debate
• Convidar um nutricionista para fazer uma oficina para os pais e responsáveis, para melhor aproveitamento de verduras e legumes.
• Organizar um evento alegre e festivo, com a participação de pais, professores, alunos e pessoas da comunidade, no qual todos são convidados a plantar mudas de árvores nativas nas dependências da escola, caso haja espaço, e/ou também nos seus arredores.
Referências bibliográficas
Revista Nova Escola
SUGESTÕES DE LIVROS
GUIA PARA PREVENIR ABUSO SEXUAL
GUIA ESCOLAR-
O ABUSO SEXUAL DA CRIANÇA. UMA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR- Timan Furniss. Ed artes Médicas
O FIM DO SILÊNCIO NA VIOLÊNCIA FAMILIAR
Dalka Ferrari e Tereza Vecina. Ed. Ágora
CRIANÇAS VITIMIZADAS: A SÍNDROME DO PEQUENO PODER – Maria Amélia Azevedo e Viviane Nogueira Guerra. Ed. Iglu.
FILMES:
MENINOS DE RUA
UM SONHO POSSÍVEL;
UM AMOR PARA RECORDAR;
MALDITO CORAÇÃO;
A EXCÊNTRICA FAMÍLIA DE ANTÔNIA
ABUSO SEXUAL;
MARCAS DO SILÊNCIO;
EU EXISTO;
PRECIOSA.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Muita emoção no primeiro dia de aula-2011 no Polivalente de C.Coité
Alunos do colégio Polivalente participam da abertura do ano letivo 2011, apresentando uma belíssima coreografia.
Parabéns, meninas!!!!!
Parabéns, meninas!!!!!
Crônicas
Um telefone toca num fim de tarde, começo de noite . . .
* Alô?
* Pronto.
Ele: - Voz estranha... Gripada?
Ela: - Faringite.
Ele: - Deve ser o sereno. No mínimo tá saindo todas as noites pra badalar.
Ela: - E se estivesse? Algum problema?
Ele: - Não, imagina! Agora, você é uma mulher livre.
Ela: - E você? Sua voz também está diferente. Faringite?
Ele: - Constipado.
Ela: - Constipado? Você nunca usou esta palavra na vida.
Ele: - A gente aprende.
Ela: - Tá vendo? A separação serviu para alguma coisa.
Ele: - Viver sozinho é bom. A gente cresce.
Ela: - Você sempre viveu sozinho. Até quando casado só fez o que quis.
Ele: - Maldade sua, pois deixei de lado várias coisas quando a gente se casou.
Ela: - Evidente! Só faltava você continuar rebolando nas discotecas com as amigas.
Ele: - Já você não abriu mão de nada. Não deixou de ver novela, passear no shopping, comprar jóias, conversar ao telefone com as amigas durante horas.
. . . Silêncio . . .
Ela: - Comprar jóias? De onde você tirou essa idéia? A única coisa que comprei em quinze anos de casamento foi um par de brincos.
Ele: - Quinze anos? Pensei que fosse bem menos.
Ela: - A memória dos homens é um caso de polícia!
Ele: - Mas conversar com as amigas no telefone ...
Ela: - Solidão, meu caro, cansaço ... Trabalhar fora, cuidar das crianças e ainda preparar o jantar para o HERÓI que chega à noite... Convenhamos, não chega a ser uma roda-gigante de emoções ...
Ele: - Você nunca reclamou disso.
Ela: - E você me perguntou alguma vez?
Ele: - Lá vem você de novo... As poucas coisas que eu achava que estavam certas...Isso também era errado!?
Ela: - Evidente, a gente não conversava nunca ...
Ele: - Faltou diálogo, é isso? Na hora, ninguém fala nada. Aparece um impasse e as mulheres não reclamam. Depois, dizem que Faltou diálogo. As mulheres são de Marte !
Ela: - E vocês são de Saturno!
. . . Silêncio . . .
Ele: - E aí, como vai a vida?
Ela: - Nunca estive tão bem. Livre para pensar, ninguém pra Me dizer o que devo fazer ...
Ele: - E isso é bom?
Ela: - Pense o que quiser, mas quinze anos de jornada são de enlouquecer qualquer uma.
Ele: - Eu nunca fui autoritário!
Ela: - Também nunca foi compreensivo!
Ele: - Jamais dei a entender que era perfeito. Tenho minhas limitações como qualquer
mortal ...
Ela: - Limitado e omisso como qualquer mortal.
Ele: - Você nunca foi irônica.
Ela: - Isso a gente aprende também.
Ele: - Eu sempre te apoiei.
Ela: - Lógico. Se não me engano foi no segundo mês de casamento que você lavou a única louça da tua vida. Um apoio inestimável ... Sinceramente, eu não sei o que faria sem você? Ou você acha que fazer vinte caipirinhas numa tarde para um bando de marmanjos que assistem ao jogo da Copa do Mundo era realmente
o meu grande objetivo na vida ?
Ele: - Do que você está falando?
Ela: - Ah, não lembra?
Ele: - Ana, eu detesto futebol.
Ela: - Ana!? Esqueceu meu nome também? Alexandre, você ficou louco?
Ele: - Alexandre? Meu nome é Ronaldo!
. . . Silêncio . . .
Ele: - De onde está falando?
Ela: - 2578 9922
Ele: - Não é o 2578 9222?
Ela: - Não.
Ele: - Ah, desculpe, foi engano.
Depois de um tempo ambos caem na gargalhada.
Ele: Quer dizer que você faz uma ótima caipirinha, hein?
Ela: - Modéstia à parte... Mas não gosto, prefiro vinho tinto.
Ele: - Mesmo? Vinho é a minha bebida preferida!
Ela: - E detesta futebol?
Ele: - Deus me livre... 22 caras correndo atrás de uma bola... Acho ridículo!
Ela: - Bem, você me dá licença, mas eu vou preparar o jantar.
Ele: - Que pena... O meu já está pronto. Risoto, minha especialidade!
Ela: - Mentira! É o meu prato predileto...
Ele: - Mesmo! Bem, a porção dá pra dois, e estou abrindo um Chianti também. Você não gostaria de...
Ela: - Adoraria!
Ele dá o endereço.
... CUIDADO COM AS LINHAS CRUZADAS ...
* Alô?
* Pronto.
Ele: - Voz estranha... Gripada?
Ela: - Faringite.
Ele: - Deve ser o sereno. No mínimo tá saindo todas as noites pra badalar.
Ela: - E se estivesse? Algum problema?
Ele: - Não, imagina! Agora, você é uma mulher livre.
Ela: - E você? Sua voz também está diferente. Faringite?
Ele: - Constipado.
Ela: - Constipado? Você nunca usou esta palavra na vida.
Ele: - A gente aprende.
Ela: - Tá vendo? A separação serviu para alguma coisa.
Ele: - Viver sozinho é bom. A gente cresce.
Ela: - Você sempre viveu sozinho. Até quando casado só fez o que quis.
Ele: - Maldade sua, pois deixei de lado várias coisas quando a gente se casou.
Ela: - Evidente! Só faltava você continuar rebolando nas discotecas com as amigas.
Ele: - Já você não abriu mão de nada. Não deixou de ver novela, passear no shopping, comprar jóias, conversar ao telefone com as amigas durante horas.
. . . Silêncio . . .
Ela: - Comprar jóias? De onde você tirou essa idéia? A única coisa que comprei em quinze anos de casamento foi um par de brincos.
Ele: - Quinze anos? Pensei que fosse bem menos.
Ela: - A memória dos homens é um caso de polícia!
Ele: - Mas conversar com as amigas no telefone ...
Ela: - Solidão, meu caro, cansaço ... Trabalhar fora, cuidar das crianças e ainda preparar o jantar para o HERÓI que chega à noite... Convenhamos, não chega a ser uma roda-gigante de emoções ...
Ele: - Você nunca reclamou disso.
Ela: - E você me perguntou alguma vez?
Ele: - Lá vem você de novo... As poucas coisas que eu achava que estavam certas...Isso também era errado!?
Ela: - Evidente, a gente não conversava nunca ...
Ele: - Faltou diálogo, é isso? Na hora, ninguém fala nada. Aparece um impasse e as mulheres não reclamam. Depois, dizem que Faltou diálogo. As mulheres são de Marte !
Ela: - E vocês são de Saturno!
. . . Silêncio . . .
Ele: - E aí, como vai a vida?
Ela: - Nunca estive tão bem. Livre para pensar, ninguém pra Me dizer o que devo fazer ...
Ele: - E isso é bom?
Ela: - Pense o que quiser, mas quinze anos de jornada são de enlouquecer qualquer uma.
Ele: - Eu nunca fui autoritário!
Ela: - Também nunca foi compreensivo!
Ele: - Jamais dei a entender que era perfeito. Tenho minhas limitações como qualquer
mortal ...
Ela: - Limitado e omisso como qualquer mortal.
Ele: - Você nunca foi irônica.
Ela: - Isso a gente aprende também.
Ele: - Eu sempre te apoiei.
Ela: - Lógico. Se não me engano foi no segundo mês de casamento que você lavou a única louça da tua vida. Um apoio inestimável ... Sinceramente, eu não sei o que faria sem você? Ou você acha que fazer vinte caipirinhas numa tarde para um bando de marmanjos que assistem ao jogo da Copa do Mundo era realmente
o meu grande objetivo na vida ?
Ele: - Do que você está falando?
Ela: - Ah, não lembra?
Ele: - Ana, eu detesto futebol.
Ela: - Ana!? Esqueceu meu nome também? Alexandre, você ficou louco?
Ele: - Alexandre? Meu nome é Ronaldo!
. . . Silêncio . . .
Ele: - De onde está falando?
Ela: - 2578 9922
Ele: - Não é o 2578 9222?
Ela: - Não.
Ele: - Ah, desculpe, foi engano.
Depois de um tempo ambos caem na gargalhada.
Ele: Quer dizer que você faz uma ótima caipirinha, hein?
Ela: - Modéstia à parte... Mas não gosto, prefiro vinho tinto.
Ele: - Mesmo? Vinho é a minha bebida preferida!
Ela: - E detesta futebol?
Ele: - Deus me livre... 22 caras correndo atrás de uma bola... Acho ridículo!
Ela: - Bem, você me dá licença, mas eu vou preparar o jantar.
Ele: - Que pena... O meu já está pronto. Risoto, minha especialidade!
Ela: - Mentira! É o meu prato predileto...
Ele: - Mesmo! Bem, a porção dá pra dois, e estou abrindo um Chianti também. Você não gostaria de...
Ela: - Adoraria!
Ele dá o endereço.
... CUIDADO COM AS LINHAS CRUZADAS ...
Luís Fernando Veríssimo
O homem trocado
O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
- Eu estava com medo desta operação...
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...
E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma trocade bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
- E o meu nome? Outro engano.
- Seu nome não é Lírio?
- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...
Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?
- Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.
- Por quê?
- Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?
O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
- Eu estava com medo desta operação...
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...
E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma trocade bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
- E o meu nome? Outro engano.
- Seu nome não é Lírio?
- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...
Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?
- Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.
- Por quê?
- Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?
BIG BROTHER BRASIL
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Autor desconhecido
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1) Assinale o erro de regência verbal. a) Ele assistia com carinho os enfermos daquele hospital. b) Não quero assistir esse espetáculo....
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